sábado, 21 de novembro de 2015

Não enche - Caetano Veloso

"...Me encara, de frente, é que você nunca quis ver, não vai querer, nem vai ver...
Meu lado, meu jeito, o que eu herdei de minha gente eu nunca posso perder. Me larga, não enche, me deixa viver, me deixa viver..."
Caetano Veloso (Bob Wolfenson):

domingo, 15 de novembro de 2015

Concordância

O rufar dos tambores de guerra:
em deferência ao reconhecimento do casamento gay, eu troquei minha foto no facebook há alguns meses. Desde então, tenho pensado sobre o gigantesco poder que foi tacitamente conferido à empresa. A mudança automática da foto do perfil permite ao facebook fabricar virais de alto impacto social, selecionando discricionariamente a pauta que é e a que não é catapultada na rede. Bueno, aí está: "Mude sua foto do perfil em solidariedade à França e ao povo de Paris." Se parece que estou implicando com uma coisa boba, diria que, em momento críticos, as palavras fáceis (solidariedade, paz, oração) são sempre capciosas.
Para mobilizar a opinião pública para a guerra, tem uma estratégia que não muda muito: somos sempre vítimas. Embora sejamos pacíficos e tranquilos, do outro lado há beligerância, irracionalidade, perfídia, ódio – o que não nos dá outra escolha.
Ora, sabemos que o governo francês está em guerra há muito tempo, e não está sozinho. Correndo o risco de dizer o óbvio, a grotesca “guerra ao terror” já desfilou por Afeganistão, Iraque, Síria, Líbia, Mali, Líbano, Palestina (para ficar nos casos mais espetaculares), com ataques parecidos com os de ontem (em Paris) tendo já ocorrido na própria Paris (Charlie Hebdo), Madri, Londres, Washington, Nova Iorque. Cidadãos inocentes franceses foram atacados ontem porque há anos o governo francês está em guerra.
A repercussão do evento, contudo, me chama atenção pela imediata adesão social ao lado francês nessa guerra. Por isso comentei sobre o “Mude sua foto do perfil em solidariedade à França e ao povo de Paris”. Junto com a bandeira francesa, meus amigos brasileiros estão postando fotos ao lado de símbolos nacionais franceses, falando francês, orando por Paris (aqui entra em cena uma comunhão religiosa contra o islamismo), o cristo redentor está sendo iluminado com azul, branco e vermelho. A cobertura televisiva reproduz um vídeo de torcedores franceses cantando a Marselhesa (um sanguinolento cântico de guerra, diga-se passagem), como se tudo isso fosse a expressão de nosso amor à paz e de nossa solidariedade com a França-vítima. Estaríamos todos diante de uma despropositada, irracional, traiçoeira e letal agressão externa a uma França pacífica, e isso será repetido das mais diferentes formas nos próximos dias. Obviamente, há grande expectativa por uma resposta robusta do governo francês, como se esperava de Bush depois do 11/09. Quanto maior a comoção, maior a revolta. Quanto mais cresce a revolta, maior terá de ser a resposta que se espera do governo. O que tenho visto nas últimas horas é ascendente rufar dos tambores da guerra.
Sem dúvida o momento é crítico, e por isso mesmo devemos nos proteger da primeira reação. Embora me solidarize com a morte de franceses inocentes e não tenha nenhuma simpatia pelo estado islâmico, não vou cantar a Marselhesa nem trocar minha foto. Sou de igual forma solidário aos inocentes sírios, iraquianos, líbios, afegãos. A todas e todos que estão morrendo e sendo expulsos de casa por esta guerra estúpida da qual o governo francês é um dos responsáveis.
Nessa madrugada um campo de refugiados foi incendiado no norte da França e aparentemente houve inocentes mortos, mas as informações estão desencontradas. Embora tenha todo o jeito de um crime xenófobo, o governo francês descartou a relação e o episódio está esquecido. Nem saberia quais bandeiras teria que usar para homenageá-los.
Por isso é que não vou vestir minha foto com a bandeira da França.
A paz não tem bandeira.
FONTE: https://www.facebook.com/pedro.borba.140/posts/10153596535606832?fref=nf

sábado, 14 de novembro de 2015

Não é sobre aqui ou lá, é sobre GENTE

As fronteiras entre nossas cidades, estados e países foram criadas pelos homens. São linhas imaginárias. O que é espiritual, os laços que nos unem, e a natureza da qual fazemos parte.. tudo é energia... Não tem fronteiras. Nossa percepção de coletivo está distorcida. Se acontece na favela, em Mariana ou em Paris.. deveríamos nos importar. Todos nós. Deveríamos deixar de lado essa armadura fria que vestimos todos os dias pra não sentir aquilo que é do outro.. Precisamos sentir para resolver. Precisamos sentir para ajudar, para SER. Solidariedade não é discurso. Não tem a ver com aquele discurso político que a gente finge que acredita.
Tem a ver com ser gente. Em sentir o mundo como um lugar único, sem fronteiras.
‪#‎prayforparis‬ ‪#‎prayforMariana‬ ‪#‎prayforus‬ ‪#‎ore‬ ‪#‎energiapositiva‬ ‪#‎melhore‬‪#‎solidariedade‬ ‪#‎somoshumanidade‬ 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

#ficadica

Duas dicas preciosas para se dar bem morando sozinha: a conversa com você tem que ser interessante e a comida que você prepara tem que ser gostosa.. corpo e alma bem alimentados é meio caminho pra ficar numa boa.. vai dizer?

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Forró

"...Moreno, me convidou para dançar um xote, beijou meu cabelo, cheirou meu cangote, fez meu corpo inteiro se arrepiar. Fiquei sem jeito e ele me acolheu junto ao peito. E foi nos braços deste moreno, que eu forroziei até o dia clarear...Oiô iô iô iô iô... Me encantei por seu olhar, moreno chega mais pra cá.. Meu dengo vem me xamegar... oiô iô iô iô iô... Seu jeito de balancear, o corpo inteiro, faz meu coração bater ligeiro, assim eu vou me apaixonar..."

é dançar forró pé de serra, xilogravura de José:
Musica: Bicho de Pé - Nosso xote
Imagem: Pinterest

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

o tempo vai, o tempo vem...

"...Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça é a tal da janela
Que eu me cansei de cantar
E agora está só na dela
Botando só pra quebrar..."