sexta-feira, 31 de julho de 2015

um desafio fácil de realizar...

"Hoje eu te desafio.
A ficar comigo o sábado inteiro
e deixar seu cheiro na minha roupa, no meu corpo
e no meu travesseiro.
Não adianta dizer que tem medo de compromisso.
Hoje eu te desafio
a me ligar no domingo.
A não querer só ir pra cama comigo.
Ser um bom amigo para conversar
que me faça rir em vez de chorar.
Antes que me pergunte,
eu não quero um cara perfeito ou o príncipe encantado.
Só alguém com um coração gentil, companheiro e educado.
Que fique um tempo de mãos dadas
e abraçado."
[texto original é daqui ó: http://www.thebrocode.com.br/artigo-309-com-que-cara-eu-vou/] 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sinais, diálogos e entendimentos + redes sociais



Outro dia conversava com minha irmã sobre essa história de ter "mensagens subliminares" em cada ação nossa nas redes sociais. Pra ela, sempre tem uma segunda intenção, menos com as amigas, claro...

Bom, até pouco tempo, eu curtia uma foto de algum amigo e isso não significava nada mais, nada menos, do que "achei essa foto legal"... independente da imagem que fosse, ou de quem fossem os créditos!
Aos poucos tenho percebido que adicionar, mandar mensagem inbox, e às vezes, sutilezas como a quantidade de vogais numa palavra (sim, "oi" é uma coisa, "oiiiieeee", é outra!), faz com que a pessoa lá do outro lado entenda muitas coisas, e nem sempre é o sentido exato que queremos.

Agora, curtir uma foto pode dizer muitas coisas, abrir ou fechar portas... começar relacionamentos... ou brigas! E quando a gente coloca os emoticons no meio do assunto? Bom, daí a quantidade de sinais e interpretações se multiplicam.


Acho que é importante a gente ter um critério.... o tipo de beijinho que a gente se despede das amigas é um, da família é outro... dos caras, é um terceiro - dependendo da sua intenção, sempre.
Se a gente manda o mesmo sinal para todos... bom, cuida bem o tipo de "bonequinho" que tá usando, combinado? Pra não dar problema do chefe se apaixonar, ou sua mãe achar que vc tá carente!

Tenho a impressão que quando a gente conhece alguém pessoalmente, quanto mais conhecer a pessoa, mais fácil interpretar cada um desses sinais. Já sabemos o jeito de falar, e a construção do raciocínio de quem está do outro lado da "janelinha". Quando a gente conhece pouco, ainda não tá inserido no repertório do outro, bom... é aí que a gente começa  a interpretar errado.

Na época do Orkut, tinha uma comunidade ótima que dizia: "Sou legal, não tô te dando mole".
Perfeita pra mim. Sim, sou legal com everybody! Só depois de ser legal é que penso se vai rolar alguma coisa ou não... Tá Mel, e se já rolou alguma coisa antes? Qualquer contato é vontade de ver, ficar, passar a noite? Eu acho que não. Acho que cada contato é um novo recomeço. Não temos nada garantido, não temos relacionamento com ninguém...


Quando a gente parte desse princípio, cada papo é uma reconquista, ou não... depende do que acontecer em cada papo!
Fica pra nós o desafio de saber o que sentimos e expressarmos isso de uma forma que ninguém entenda errado. Afinal, a responsabilidade de fazer o "receptor" entender a mensagem é sempre do "emissor" - e viva as aulas de teorias da comunicação! Atuais até hoje e acho que para sempre!

Piscadinha malandra, meu povo ;)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Privilégios

Caso alguém não saiba que tem mais privilégios que outros na nossa sociedade, pode começar com essa reflexão/exercício:


video

AS 35 PERGUNTAS QUE FORAM FEITAS SOBRE PRIVILÉGIOS:

1. Se os seus pais trabalharam noites e finais de semana para sustentar a sua família, dê uma passo para trás.
2. Se você consegue andar pelo mundo sem sentir medo de assédio sexual, dê uma passo para frente.
3. Se você consegue demonstrar afeto pelo seu companheiro romântico em público sem sentir medo de ridicularização ou violência, dê uma passo para frente.
4. Se você já foi diagnosticado com alguma doença ou deficiência mental/física, dê uma passo para trás.
5. Se a língua primária falada na sua casa quando você cresceu não era o inglês, dê uma passo para trás.
6. Se você veio de um ambiente familiar que te apoiava, dê uma passo para frente.
7. Se você alguma vez já teve que mudar seu sotaque ou trejeitos para ganhar credibilidade, dê uma passo para trás.
8. Se você pode ir a qualquer lugar do país e facilmente encontrar produtos para o seu tipo de cabelo ou cosméticos que sejam da cor da sua pele, dê uma passo para frente.
9. Se você já teve vergonha das suas roupas ou da sua casa quando crescia, dê uma passo para trás.
10. Se você pode cometer erros e ninguém atribuir seu comportamento ao seu gênero ou raça, dê uma passo para frente.
11. Se você pode legalmente casar com a pessoa que ama, independente de onde você mora, dê uma passo para frente.
12. Se você nasceu nos Estados Unidos, dê uma passo para frente.
13. Se você ou seus pais já se divorciaram, dê uma passo para trás.
14. Se você já sentiu como se tivesse acesso adequado à comida saudável enquanto crescia, dê uma passo para frente.
15. Se você estava razoavelmente certo de que seria contratado num trabalho graças às suas habilidades e qualificações, dê uma passo para frente.
16. Se você nunca pensaria duas vezes antes de chamar a polícia quando algum problema acontecer, dê uma passo para frente.
17. Se você pode ver um médico sempre que tem necessidade, dê uma passo para frente.
18. Se você se sente confortável sendo emocionalmente aberto e expansivo, dê um passo para frente.
19. Se você alguma vez já foi a única pessoa do seu gênero/raça/status social/orientação sexual em uma classe ou num local de trabalho, dê uma passo para trás.
20. Se você precisou de bolsa para custear seus estudos, dê uma passo para trás.
21. Se você tem folga nos feriados da sua religião, dê um passo pra frente.
22. Se você teve que trabalhar durante os anos de estudo, dê uma passo para trás.
23. Se você se sente confortável de andar pra casa sozinho, dê uma passo para frente.
24. Se você alguma vez já viajou pra fora do país, dê uma passo para frente.25. Se você já sentiu como se não existisse uma representação real do seu grupo racial, da sua orientação sexual, gênero ou deficiência na mídia, dê uma passo para trás.
26. Se você sentiu confiança de que seus pais poderiam de dar apoio financeiro se você passasse por alguma dificuldade, dê uma passo para frente.
27. Se você já sofreu bullying ou foi feito de piada baseado em algo que você não podia mudar, dê uma passo para trás.
28. Se tinham mais de 50 livros na casa que você cresceu, dê uma passo para frente.
29. Se você estudou a cultura ou história dos seus ancestrais na escola fundamental, dê uma passo para frente.
30. Se os seus pais ou responsáveis frequentaram a faculdade, dê uma passo para frente.
31. Se você já fez uma viagem em família, dê uma passo para frente.
32. Se você pode comprar roupas novas ou ir a um jantar quando quiser, dê uma passo para frente.
33. Se você já conseguiu um emprego por ser amigo ou familiar de alguém, dê uma passo para frente.
34. Se algum dos seus pais já esteve desempregado, não por opção, dê uma passo para trás.
35. Se você já esteve desconfortável com uma piada ou um regimento relacionado à sua raça, gênero, aparência ou orientação sexual, mas se sentiu inseguro de confrontar a situação, dê uma passo para trás.

Video inspiração eu vi aqui: Empodere duas mulheres

domingo, 12 de julho de 2015

Sobre o que fortalece os elos: comunicação não-violenta



Tem vezes que a gente lê tanta coisa, vai somando tudo isso e não consegue expressar... Daí vem alguém, que consegue traduzir em palavras um punhado de sentimentos que a gente ainda estava tentando organizar.
Compartilho com vocês e me digam o que acham:

"Que linda e complexa é a arte da Comunicação Não-Violenta, que entre tantas coisas, busca interromper o discurso predominante e criar sistemas sociais que nos nutrem. Em um evento não cobrado, e não gratuito organizado por Dominic Barter, aprendi:
- A ver o conflito como um meio de intimidade
- Que precisamos receber empatia para dar empatia
- Expressar nossa vulnerabilidade pode ajudar a resolver conflitos
- Empatia nos permite ressignificar nosso mundo e assim seguir em frente
- Empatia é um entendimento respeitoso do que o outro está experienciando
- O que o outro faz pode ser o estímulo de nosso sentimento, mas não a causa
- Toda mensagem, independente do conteúdo ou forma, é a expressão de uma necessidade
- Sempre checar, o que o outro realmente quis dizer, mesmo por trás do insulto ou xingamento
- Que a Comunicação Não-Violenta é um espaço aberto, único, onde algo novo pode surgir
- Que em uma conversa que se busca um entendimento, não se deve INsistir, nem DEsistir, mas sim PERsistir
- Falar desde o coração é uma das mais poderosas ferramentas para mudar o mundo
- A Raiva pode ser um importante "chamado ao despertar" para ajudar a entender o que se necessita e o que se valora
- Para praticar CNV, devemos estar continuamente conscientes da beleza que temos dentro de nós e da beleza que há dentro das outras pessoas
- Da importância da clareza sobre qual é o mundo em que gostaríamos de viver, e assim começarmos a vivir desta maneira
- A sua presença é o bem mais precioso que podes dar a outro ser humano.
“Nunca ninguém se perdeu, Tudo é verdade e caminho.” - Fernando Pessoa.
"Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá." – Rumi"
Photo By Marta Pawlik
texto inspiração: Tomás de Lara
foto: Unsplash

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Nosso reflexo

Quando a gente tem contato com gente - que tem alguém pelo lado de dentro, do mesmo jeito que eu me descrevo aqui no blog... bom, daí a gente começa a ver sentido nas coisas... tem mais sentimento, entende? Eu gosto de ler coisas assim na minha timeline... quando alguém consegue traduzir o que eu sinto melhor do que eu... bom, daí não preciso escrever nada. Só agradecer...


"Eles olham para o espelho e o culpam por não verem algo bonito. Se enfurecem e no afã por justiça batem o rosto com força na imagem que não agrada, desconsiderando que o ato é incoerente e não vai solucionar o problema, pelo contrário, vai tornar ainda mais desfigurada a falsa projeção de beleza. Assim como aqueles pais que culpam e agridem os filhos pequenos por seu mau comportamento, sem ver que cada atitude da criança é puro e simples reflexo, reprodução do que deles é absorvido. E nisso, a própria ciência afirma: o cérebro de toda criança é uma esponja durante o desenvolvimento. E esponjas embebidas em água suja tornam-se sujas, não por escolha ou essência, mas por circunstância.
Eles olham para o espelho e o culpam. Nós olhamos para Eles e os culpamos. Eles são nosso reflexo, nossas escolhas. Falta a todos o olhar sem artifícios narcísicos, falta a todos o enxergar-se no outro. Trocamos os espelhos e não o que se posta frente a eles, descartamos as esponjas sujas - como se irrecuperáveis fossem - e não a água imunda e insalúbre".


Sobre a redução da maioridade penal no Brasil
texto e foto inspiração by Biel Gomes

quinta-feira, 2 de julho de 2015

E o que eu estou sentindo agora?

Outro dia conversando com meus alunos sobre o tempo, dizia pra eles algo que li na Superinteressante uma vez (http://super.abril.com.br/ciencia/sobre-a-ansiedade), sobre a ansiedade.. que nada mais é do que estar com o corpo no presente e a cabeça no futuro... antecipando tudo...
Em outros momentos, a gente trava de saudade e nostalgia, com o corpo no presente e a cabeça no passado.
Bom... em algum momento acho que não teremos mais "tempo".
Precisamos pensar sobre, sofrer menos, relfetir e aprender a conviver com a nossa finitude...
Pra isso acontecer de uma maneira mais leve, precisamos viver o presente.
Não só o corpo.
O corpo, o pensamento, a alma (pra quem acredita), a vontade.
Todas as fibras, células, tecidos, órgãos, lembranças, sentimentos, qualidades e defeitos...
Morrer é a certeza que todos os momentos acabaram naquele milésimo de segundo que é o presente. Seremos lembranças de outras pessoas... e que podem ser lindas, iluminadas, sorridentes....
E podem ser sóbrias, tristes e cabisbaixas. E podem ter um pouco de cada matiz... de cada sentimento (#divertidamente)...
O mais importante é que sem sentir, não estamos no tempo presente.
Tenho me perguntado mais: o que eu estou sentindo?
E agora?
E agora?
E o que eu estou sentindo agora?
Você já se perguntou isso antes? Se pergunta com frequencia?
Ou vai deixar para a última hora?



Coda from and maps and plans on Vimeo.

Li sobre Coda aqui: IdeaFixa