terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Histórias Cruzadas, carinho, espaço interno e sobre ser eu

Os primeiros dias de Carnaval foram mais ou menos pra comemorar os últimos acontecimentos da vida! Muita mudança, muita felicidade acumulada que precisava mesmo ser comemorada.
Então a ideia era basicamente: sambaaaaar atééééé doer as cadeiras... atééééé acabar com a sola da sandália e sentir que a alma tá lavada de verdade! Check!!!

Os últimos dias de Carnaval... Bom, esse tempo livre que permite a gente refletir....
Daí algumas coisas aconteceram ao meu redor...
Algumas coisas aconteceram com gente que a eu amo....
Algumas coisas mudaram dentro de mim, e quando a gente tá com energia e disposição para enxergar essas coisas, bom... aí parece que o universo conspira e coloca vários recadinhos na nossa frente.

Ontem de noite assisti Histórias Cruzadas (The Help - em inglês). Um filme que fala de preconceito, amizade, de acreditar em algo que considera importante. Um filme que fala sobre como fazer a diferença na vida das pessoas.

Então tem uma cena, onde a empregada, negra, que sofre muito preconceito e cuida da filha do casal (melhor que a própria mãe da criança!), ensina para a menina uma frase que ela deve lembrar pra sempre: "Você é inteligente, você é gentil, você é importante."









E eu me peguei pensando em quantas vezes ouvi essas frases na minha vida...
Quantas vezes eu pensei: é melhor ser assim mesmo... as pessoas que são assim são mais felizes.
E semana passada eu ouvi: "tu é iluminada, sabia?! [...] querida, pra frente, inteligente, do bem, isso é tão raro". Guardei esse carinho e segui a vida.

Hoje leio a News da Paula Abreu (Conteúdo bárbaro que eu recomendo! Acessa ela no Facebook e no site Escolha sua vida!) falando sobre a nossa riqueza interna.

Citando Eckhart Tolle, ela começa o assunto dizendo: "quanto mais você se dá conta de que você tem espaço interno, mais feliz é a sua vida."
E eu acho mesmo que a gente tem mania de juntar tralha nos cantos da alma.
Quanto mais assunto mal resolvido, quanto mais a gente vai dizendo "tá tudo bem", "tá tudo super bem", mais a gente tá aumentando a poeira debaixo do tapete, adiando resolver as coisas...

Lógico que eu só enxergo isso hoje, depois de meses de terapia, pra aprender a organizar o que eu sinto. E quando acontece de não me entender.... mesmo que e alguns momentos eu esteja sendo contraditória... bom, pelo menos estou fazendo isso de maneira consciente e não apenas empurrando uma gaveta abarrotada de coisas que já não servem mais... mas que a gente insiste em continuar guardando.

A Paula Abreu usa um termo que eu acho demais: destralhar.
A gente é lixeiro sentimental... catador de latinhas de mágoas... e isso não ajuda em nada.
Quando temos espaço, a gente anda melhor, dança melhor, fala melhor.
Lida melhor com o que nos acontece! E ela encerra o texto dizendo: "Tudo pode acontecer quando você cria espaço vazio dentro de você. Até mesmo você encontrar você perdido lá dentro."
Hoje eu sei que foi mais ou menos isso que me aconteceu.
SACUDI a poeira de verdade. Coloquei luz em cada cantinho e fui fazendo a faxina.

Sabe o que aconteceu? Eu cansei, eu chorei, eu quis desistir. Eu senti saudade de como as coisas eram... mas aos poucos fui vendo que sou importante pra muita gente. E as coisas já não eram mais como eu pintava na minha imaginação cor de rosa.
Aos poucos eu fui vendo que a minha gentileza é muito maior do que eu imaginava. E que pode, sim, ser compartilhada com muito mais gente que eu imaginava. Aos poucos eu fui vendo que perceber tudo isso de maneira consciente é um sinal de inteligência.

Depois de toda essa arrumação no meu espaço interno, depois de destralhar tanta coisa, tanto sentimento, consegui direcionar minha energia para outras coisas.
Minha vida profissional girou 360º, duas ou três vezes, mais ou menos....em poucos meses.
Sabe o que é isso? As vezes ainda me surpreendo.
Sei que só vou ter certeza do impacto dessas mudanças na minha vida no futuro...
Que é quando a gente enxerga o passado com alguma clareza (e alguma romantização, eu sei).

Mas a minha certeza é de que estou vivendo a mudança.
Vivendo o presente. 
Fazendo acontecer... 
Quebrando a cara, sendo errada... 
Mas sendo eu mesma a todo minuto. 
E que coisa bem boa ser eu!

E com vocês? Muita poeira debaixo do tapete? Muito espaço interno? :)

Um comentário:

  1. o tapetinho chega tá gordinho de tanta poeira!! mas um dia vai rsrsrs... ótimas mudanças pra ti Mel!!! exigem muita coragem, e que tu tem de sobra! trilha teu caminho que só tem luz!!! ;)

    ResponderExcluir

Faça parte da corrente, comente!