segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Ex - nada é, tudo está

Um dia um estranho se tornou alguém próximo.  Não é uma coisa EXtranha? Alguém com quem ja se teve intimidade, com quem ja se compartilhou segredos... do corpo, da alma, do sentimento, e que num  determinado momento começa a mudar,  distanciar,  e a gente não sabe como,  volta a ser estranho. O estranho mais íntimo que existe.
Ficam as promessas. Ficam as lembranças, algumas leves, algumas nem tanto. 
O que era amor vira um sentimento brando, híbrido, não-identificado, empoeirado no sótão da razão.
O que era só emoção cede. A razão dá as cartas e as respostas.
O tempo é um senhor paciente.  Capaz de moldar as memórias, apaziguar conflitos, nos fazer beber da poção mágica do discernimento.
Uma porção doce de distanciamento nos faz perceber quem somos.  Os motivos das decisões.  Não é fácil. Mas como saber de nós mesmos, sem se comparar com o outro...
Olhar pra dentro e saber o que se sente começa com a dúvida daquilo que se sente. E inúmeras vezes essa dúvida começa a partir do outro.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Eu vejo filmes pela metade

Gosto de ver filmes pela metade. 
Não me importa se é um filme que já vi, se é um filme que nunca vi mas conheço a história... isso não me incomoda em nada. Não me incomoda se é uma história que nunca ouvi falar... Pode ser que eu tenha gostado de algum dos atores, ou só do título do mesmo...
Pode ser que tenha começado há 10min, pode ser que já tenha passado 30min... eu vejo igual.... eu me interesso igual.
Sabe por quê? Porque sempre acredito que existam novas perspectivas dentro de mim. Acabo me desafiando sempre a perceber elementos novos, detalhes, mensagens nas cenas.
Sabe aquela sensação de quando você viu Amnésia pela segunda vez, de já não saber se o cara era bom ou mau? Eu faço isso com todos os filmes... e sempre tento rever os personagens.
Filmes pra mim são que nem música, marcam um determinado momento, um estado de espírito!
Rever esses filmes é me revisitar. Seja o filme que for...
Alguns confortam. Outros aliviam. Revisitar esses sentimentos, pra mim, é sempre mágico....
No dia-a-dia, a gente vai endurecendo, criando uma casca mesmo... e geralmente é ao redor do coração.
Quando eu uso esses filmes como gatilho para me conectar comigo, acho mágico! Acho que funciona, me faz mais gente.
Fazendo uma analogia, acho que a história de cada pessoa pode ser como um filme. E não tem gente que chega na nossa vida na metade? E começa a acompanhar nossa história, e faz a gente se sentir mais gente?
Não tem gente que é sempre bom quando reencontramos? Revemos, revisitamos?
Não tem aquele amigo, ou familiar que faz a gente se conectar com nosso lado mais sensível de novo?
Acho que na vida é assim, é filme ao vivo. Sem ensaio e sem edição. A gente que é responsável pelas melhores sequencias, pelas melhores fotografias e principalmente pela escolha de quem contracena conosco.
O papel é de cada um.. uns escolhem ser protagonistas, outros coadjuvantes. E o melhor: não há certo ou errado.
Escolha seu melhor ângulo, capriche na foto para o cartaz e na trilha sonora.

Um final feliz só depende de nós.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Todo dia é dia de aprender um pouco, do muito que a vida trás

Muito pouco - Paulinho Moska

Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei
E um pouco mais real
Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida trás

Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero (mais)

Chega!
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem
Pra ninguém poder nos comparar
Por que
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar

Veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz
A estrutura de um grande amor
Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo o que começa com muito
Pode acabar muito pior


domingo, 25 de agosto de 2013

Escutatória - Rubem Alves

Escutatória
Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade: A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Vejam a semelhança... Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio... Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos... Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades. Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado. Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência... E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.


Esse texto faz parte do livro de crônicas:
Rubem Alves. O amor que acende a lua.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A nossa verdade tem que desmoronar

Eu nunca fui pra Africa, mas sei que um dia eu vou...
Não sei se vou encarar um lugar tão distante da minha realidade quanto a Eliza encarou...
Mas eu já sei desse sentimento, da sensação de abismo que existe entre a nossa verdade e a dos outros...
E da influência que o lugar onde moramos tem sobre nós.
Quando entendemos o que uma das entrevistadas do documentário falou, de que "rimos das mesmas coisas, choramos pelas mesmas coisas", sabemos que enquanto seres humanos, temos semelhanças, mas a particularidade de nossas experiências nos torna únicos.
E aí voltamos ao coletivo novamente... nossas experiências nos separam, nos tornam indivíduos, e ao mesmo tempo, por todos passarem por esse mesmo processo, nos tornamos tão iguais, em qualquer lugar do mundo...
Tão iguais que não cabe a nós julgar as experiências de cada um!



Deixemos nossas verdades des-mo-ro-na-rem...

Abraços

Sentimento do Mundo

Sentimento do Mundo
Carlos Drummond de Andrade

Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microcopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer

esse amanhecer
mais noite que a noite.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Precisando de um sonho?


Melissa, ter um sonho é o início da estratégia....

Qual a empresa que sonho em trabalhar?
Qual o estilo de vida que sonho para mim?
Qual é o sonho de relacionamento - com minha família, com meus amigos, com colegas de trabalho?
Qual o meu sonho para a minha cidade?
Faz alguma coisa a partir de um ponto de partida.
Define.
Errou? Começa de novo.
Muda o sonho.
Alcançou?
Busca outro!
#vaimeldanda

sábado, 13 de julho de 2013

Mensagens cifradas que enviamos para nós mesmas...

Uma vez, no cursinho um colega me pediu o caderno emprestado.
Voltou com um recado: V É L M Q D V É L S.

Demorei pra entender... Comecei a tentar decifrar mil coisas... Minha visão adolescente não quis me deixar acreditar que ele estava citando Caetano: "...Você É Linda, Mais Que Demais, Você É Linda Sim...", mas que encaixava direitinho encaixava.
Eu nunca respondi...
Ele deve ter achado que eu não tinha entendido...
Só hoje consigo perceber que era muito mais um problema de auto-estima do que de interpretação de mensagens cifradas.



quinta-feira, 20 de junho de 2013

#manifestação #portoalegre #ogiganteacordou

hj senti a chuva gelar meu rosto, meu cabelo, minhas mãos. mas tinha uma energia no meio de tanta gente.. uma energia que faz a gente gostar de caminhar pelas ruas da nossa cidade. eu vi amigos, eu vi beijos, eu vi rimas que disseram exatamente o que eu quero dizer há muito tempo. e eu disse. hoje eu disse. eu senti medo da cidade não aguentar tanta gente reunida. achei que o viaduto ia ceder... achei que a passarela da escadaria da Borges ia ceder. e eu andei, e voltei a gritar, e andei ainda mais. eu vi um músico tocando flauta para uma senhora. e foi incrível. não me deixei tomar pelo medo da bomba. e segui caminhando, mesmo com frio e com chuva. não deixe que a imprensa negativa mostre apenas a parte ruim dos protestos. enquanto está tudo bem, não há filmagens...não há plantão... se a imprensa reforça o comportamento negativo dando ainda mais visibilidade para isso, a tendencia é aumentar. reforcemos o positivo... que pisquem ainda mais luzes nas sacadas brasileiras... branco, paz, fé, coragem.... positividade. a energia que nos move diz muito... sei que é difícil, mas não é impossível. nosso papel ao participar de um manifesto como esse é somar, é fazer parte. eu cheguei em casa bem, mas desejo que todos cheguem bem...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Perguntar-se profundamente...


Tenho vivido um momento intenso...Meus 30 anos definitivamente chegaram chegando.
2013 está sendo um ano marcante... daqueles cheio de dias incríveis, de questionamentos profundos.
Eu gosto.Não é fácil. Mas é bom. O resultado é bom.
Bueno, nessa onda de me perguntar mais, de me questionar mais, tenho estado mais atenta aos sinais... às mensagens, às coisas que as pessoas tem dito e ao que tenho lido.

Então compartilho com vocês 3 coisas que tenho tentado unir, que parecem partes de um mesmo quebra-cabeça, mas que ainda não se encaixou. Ainda.

1. Outro dia fomos para um encontro da área comercial da empresa, e o diretor comentou algo que ele ouviu numa viagem internacional sobre o paradoxo. O quanto é importante sabermos lidar com o paradoxo. O paradoxo só existe a partir de duas situações de incerteza. Sem dois pontos antagônicos, não há paradoxo. Não sei se entendi bem, mas ele chegou a comentar o quanto conviver com o paradoxo, adiando decisões, nos faz melhor, mais fortalecidos frente as situações. Quando tomamos muitas decisões, abrimos espaço para novos paradoxos e nem sempre estamos prontos para resolvê-los. Nesse caso, conviver com os paradoxos servem para amadurecem nossas ideias.

2.  Nessa onda de frases de Facebook, se você segue perfis interessantes pode ler algo parecido com isso...“Avalia-se a inteligência do indivíduo pelo número de incertezas que ele é capaz de suportar” - Kant.
Até aqui parece que estamos falando de um mesmo tema... saber conviver com a dúvida, maturar o pensamento antes de tomar decisões.
E então vem a terceira provocação, que é um trecho de Alice no país das maravilhas, que todo mundo fala com tom pejorativo, mas que na minha interpretação soa totalmente positivo e então acaba sendo a cola para unir os dois pensamentos anteriores.

3. “Alice:"Você pode me ajudar?"
Gato: "Sim, pois não."
Alice:"Para onde vai essa estrada?"
Gato:"Para onde você quer ir?"
Alice:"Eu não sei, estou perdida."
Gato: "Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve."”

As pessoas trazem esse diálogo como um alerta do Gato para Alice, como quem diz: Planeje! Saiba onde quer chegar! Se você não sabe onde vai, ficará vagando por essa estrada...
Bom, eu sempre entendi esse diálogo como algo extremamente positivo, onde o Gato mostra para Alice que existem várias possibilidades de se chegar a algum lugar interessante. Se todos os caminhos servem, então não há caminho certo ou errado.
Ao escolher sua estrada, Alice está vivendo o paradoxo, lidando com a incerteza... amadurecendo a ideia de que precisa chegar a algum lugar....

Amadurecendo nossas ideias chegaremos ao País das Maravilhas?!?
Eu acredito que sim.... e pra lá, todas as incertezas são bem vindas, todos os caminhos podem ser trilhados.

E você? O que acha de tudo isso?
Já viveu momentos assim? Mais reflexivos.... onde todas as frases parecem sinais...?
Tenho a impressão de que em alguns meses vou olhar para trás e pensar: hummmmmm, entendi....


Bom, perguntar-se profundamente... essa é minha religião! Quem faz parte dessa seita, levante a mão...

"Nem toda palavra é, aquilo que o dicionário diz, nem todo pedaço de pedra, se parece com tijolo ou com pedra de giz" [...] "...descobrir o verdadeiro sentido das coisas, é querer saber demais..."

Abraço.

sábado, 8 de junho de 2013

Mulheres e o poder de sedução

Aproveitando o Dia dos Namorados, vale a pena falar do espírito feminino nessa época.
Eu não sei quem inventou a ideia de que quem casa não tem mais sex appeal, não tem mais sedução...
Gente, os casamentos acabam pq isso acaba.
Ter o desafio de seduzir o mesmo cara várias vezes, é muito poder de sedução.
Seduzir vários caras, é muito mais fácil... todas as mulheres solteiras tem alguns mesmos truques debaixo de um belo vestido...de um belo salto... e não adianta dizer que não.
Ser sexy de cara lavada, varrendo a casa, de pantufinha velha? Haja tesão...
E há.
Senhoras e senhores, a delícia desse jogo de sedução é que ele sempre nos surpreende.
A quantidade de novos poderes, cenas, jogos e carícias são sem limites.
Não se limite, não se contente.
Mulheres solteiras... abandonem os velhos truques de sempre.
É importante nos testarmos, conhecermos o quanto somos capazes de seduzir a nós mesmas.
Mulheres casadas, achar que o jogo está ganho e por isso não buscar uma novidade com o mesmo parceiro, é começar um jogo perdido.
Homens solteiros... sinto muito, ficam com muito pouco de nós.
Homens casados, vejam só... há muita diversidade em uma mesma mulher... saiba provoca-la!
Dia dos Namorados é um só. Dia dos casados são todos os dias do ano... quer mais desafio que isso?
Dia dos Namorados para os casados, é comemorar a alegria de haver dentre 7 bilhoes de habitantes no planeta alguem que testemunha seus dias, suas histórias, comemora seus feitos e dá força para as batalhas diárias...
Pra mim, seduzir o marido é me tornar mais esposa de mim mesma.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Quero ser importante!

Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos os únicos que, além de morrer, sabe que vai morrer. [...] Você e eu sabemos que vamos morrer. [...] O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto a minha morte não acontece, para que não seja uma vida banal, superficial, futil, pequena. Nesta hora eu preciso ser capaz de fazer falta. [..] Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar: quando alguém me leva pra dentro. Importa. Me porta para dentro. Ele me carrega. Eu quero ser importante. [...] Preciso me repartir!

Achei essa entrevista espetacular....
Perguntar-se profundamente...


É, ninguém disse que é fácil. Mas tb, ninguém disse que é impossível!

domingo, 2 de junho de 2013

talvez enlouquecer seja...

Sentimento é uma coisa tão intensa, e vem tudo misturado... de uma forma tão estranha me sinto feliz e triste ao mesmo tempo. Pelo menos são por coisas diferentes.
Talvez enlouquecer seja sentir-se feliz e triste ao mesmo tempo e por uma mesma coisa. Ao mesmo tempo.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Não nascemos prontos...


Soube do Mario Sergio Cortella, em razão de um evento que vai acontecer em breve, organizado aqui pela CDL Porto Alegre. Pesquisando um pouco mais sobre seus temas, livros e etc, encontrei esse artigo, publicado na Folha de São Paulo, que achei incrível.
E já que o tema desse blog é fortalecer os elos da corrente, acredito que a corrente que formamos conosco tb deve ser forte, resistente, ambiciosa!
Espero que goste, aproveite, compartilhe, reflita e filosofe! ;)

Abraço

Não nascemos prontos...

Mario Sergio Cortella

O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: "O animal satisfeito dorme". Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais profundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.
Por isso, quando alguém diz "Fiquei muito satisfeito com você" ou "Estou muito satisfeita com seu trabalho", é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a idéia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é alguém dizer "seu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas".
Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, nos deixa insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, permanece um pouco apoiado no colo e nos deixa absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, emagrecer etc), ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: Por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais se é refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na idéia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando...
Isso não ocorre com gente, mas com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo. Eu, no ano 2000, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado, não no presente.
Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, "não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro"...

domingo, 24 de março de 2013

A minha religião não é polêmica

A ideia não é polemizar, mesmo sabendo que esse é um assunto polêmico.
Fique a vontade se algumas frases tocarem seu coração.
Bom, pra começar, acho que é legal transmitir algumas informações sobre a formação religiosa da autora... Alguns pontos da trajetória que parecem fazer sentido.

1. Pelo que me contaram eu ficava muito doente quando era criança, tinha pneumonia todo inverno. Lá pelas tantas, meus pais que já não aguentavam mais hospital e peripécias mil para eu topar uma sessão de nebulização, cederam aos apelos de uma amiga e me levaram num terreiro de umbanda. Lá fui batizada, ouvi que eu era protegida dos santos (mais fofos!) Cosme e Damião (talvez daí se explique a tara por doces e os acessos de pirralhice!), e comi muito quindim de oferenda. Diz a mãe que depois dessa cruzada, nunca mais tive pneumonia.
2. Durante a formação escolar, estudei num colégio de freiras, que é super pra frentex, e aprendi muito nas aulas de Ensino Religioso (apesar dos colegas acharem que era um período livre, eu sempre gostei do assunto...), e os trabalhos eram amplos, abrangentes mesmo, cada grupo apresentava sobre uma religião e a gente tinha chance de saber qual queria seguir.
3. Com 10 anos, meus pais resolveram se mudar, e isso foi um tanto traumático pra mim... eu não podia mais simplesmente chegar na janela e ver meus amigos. Na rua nova, eu via uma rua deserta... não importava quanta árvore eu visse naquela rua (hoje eu sei o quão valiosas elas são!). Demorou 3 anos para que eu conhecesse uma amiga, que tb não tinha muitos amigos... Não demorou muito para que nós nos empenhássemos em encontrar um grupo que a gente gostasse... tentamos a gurizada da rua, e não rolou. Tentamos entrar na invernada, e não rolou. De repente, essa amiga conta que a prima (que eu nunca conheci) tinha participado de uma reunião de jovens na Igreja Católica. E aí começa uma bela jornada espiritual de 7 anos (dos 14 aos 21), até entrar na faculdade. A partir daí, a religião se tornou mais esporádica, os encontros e missas mais raros.... aquele papo de falta de tempo, mas que em tempos de TCC super se justifica, diz que não?!

Bom, o que isso tudo tem a ver com a polêmica é o que vou contar agora.
Descobri que vivo uma religião muito particular. Toda minha, brilhante e açucarada...
Como funciona isso? Como toda religião, horas... em momentos de pressão, angustia e sofrimento, é a hora de perceber coisas boas nos pequenos detalhes, de buscar a lição, de pensar ainda mais positivo.
Dá certo sempre? Não.
Mas é o meu jeito de acreditar.
Hj participei de uma missa, e fico tão triste de perceber que uma religião tão grande, tão potente e inspiradora pode ser tão triste, pesada, tensa...
Ouvimos a Parábola do Semeador, e o melhor dessa história é a semente que floresce. É a terra fértil...
As pedras, os espinhos, já temos demais em nossa vida. Basta o Jornal Nacional.
Prefiro acreditar na mensagem de Amor.
E não no Cristo morto.
Prefiro acreditar em alguém tão carismático a ponto de ser capaz de mudar a vida de muitos outros...
Então ter uma espiritualidade hoje, me diz muito mais do que um padre que insista em me mostrar o lado triste e imperfeito dos homens.
E você, acredita no que?
















quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia da Mulher é #redlipsday! Vem gente!


A gente corre, dança, chora, briga, ama, pede, liga, adora, tuita, trabalha, descansa, tem filho, tem mãe, tem irmã e tem ombro amigo. E sabe o que mais?
A gente come, lê e bebe.
A gente lê romance, filosofia e horóscopo.
A gente anda, viaja e voa...
A gente veste, despe e beija.
A gente passa bem, passa mal...
A gente ri, sorri e gargalha.
A gente usa colar, gargantilha e corrente.
A gente interpreta, interage e conversa.
E como a gente conversa.
Ninguém pode negar: diferente é uma mulher que é quieta.
E sabe o que é mais incrível?
Mesmo calada falamos muito.
Lançamos olhares, vemos e enxergamos além.
E a gente pensa, reflete, imagina... ahhh como a gente imagina.
A mente feminina não para.
A gente dá a mão, estende a mão e anda de mãos dadas.
A gente se adapta. Se molda. Se gruda.
A gente canta, grita e xinga.
A gente dirige e a gente perde o rumo.
A gente chora, chora de felicidade, chora de orgulho, de raiva e de frustração.
A gente chora de tristeza. Mas chora até quando vê filme...
A gente passa os dias, conta os dias e vive, dia após dia, sonhando e realizando.
A gente dorme, tapa, destapa e reclama de frio.
A gente sente calor, fogo e calorão.
A gente é menina, mulher e mulherão.
Tudo junto, no mesmo dia, e ao longo da vida também.
A gente é a certeza e a contradição do mesmo discurso.
A gente tá escondida nas entrelinhas dos poemas, nas entrelinhas das crônicas e das letras de música.
A gente é mistério, musa e maravilha.
A gente é bela, beleza e maestria...

Mas a nossa beleza mais bonita é a que forma tudo isso, aquela que tatua nosso coração, nossa atitude... é a nossa beleza interior. É essa que atrai, que magnetiza, que nos faz especiais. E não diga que não.
Um batom vermelho é nosso símbolo de feminilidade, de orgulho de sermos mulheres.
Então para as mulheres lindas, que me leem aqui, que são um elo forte da corrente, sintam-se convidadas para o #redlipsday, que vai rolar AMANHÃ!




Clique no link e participe do evento no Facebook! Chame as mulheres da sua vida para usar um batom vermelho e fazer bocão amanhã!


Beijos

terça-feira, 5 de março de 2013

Beleza

Sabem que quando eu era criança eu me achava muito feia... já devo ter falado disso por aqui...
Eu achava que só as mulheres bonitas conseguiam um namorado.
Daí eu ficava pensando.... se eu crescer e não for bonita, eu tenho que ser mto legal. Tenho que ter papo, saber dançar, ter senso de humor (lógico que na época eu devia pensar: saber contar histórias, fazer ele rir com uma piada - pq sim, eu era bem pequena e possivelmente nem sabia o que era senso de humor).
Daí a minha pira era ler livrinhos, aprender com o Chico Bento, com o He-Man, a galera legal dos Thundercats... só gente legal... Eu brincava com o meu pai de adivinhar as capitais dos países... e ficava imaginando se um dia eu conseguiria descobrir o que existia em cada uma das cidades, que eu nem cogitava em qual cantinho do globo estavam localizadas. O prisma era outro, mas o resultado me deixa bem feliz comigo mesma. Eu gosto de me ouvir, de conviver comigo, e atualmente se tiver um espelho por perto eu a-do-ro! hehehehehehe....
Daí é legal pensar na beleza. É legal ouvir o que essa modelo diz e pensar que de algum modo eu concordo com ela demais!!!
Desde pequena eu sabia que o mundo seria cruel comigo se eu fosse feia. E sabia que eu podia virar esse jogo sendo alguém. E não parecendo alguém...

Curte aí:

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ideia para cinemas

Que tal pelo menos uma sessão das animações em horário "adulto" e com legendas?
Acho que vai atrair um público jovem, totalmente a fim de ver mais que um desenho animado... detalhes técnicos, piadas adultas....
As animações passarem sempre as 13h30 e com sessões dubladas é o fim da picada.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Flores

Acabei de comentar em casa que eu ia curtir ganhar flores.. daí me dei conta que só ganho bouquet de cevada! hahahahahaha - sempre rola uma cervejinha com meu amor...


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Como Santa Maria pode ajudar Porto Alegre e vice-versa?


Pessoal

tive uma ideia hoje e gostaria que interpretassem da melhor maneira.
Pode parecer estranha a sugestão que vou dar, mas acredito muito na união das pessoas e tenho pensado muito em como ajudar as pessoas tanto da tragédia de Santa Maria como as famílias que perderam tudo no incêndio da vila ao lado da Arena.
Acho que as famílias de Santa Maria vão ter muita roupa, calçados, guarda-roupas inteiros de seus familiares para doar... e as famílias que perderam tudo no incêndio estão precisando exatamente disso.
Imagino que deva ser muito triste para um familiar, de repente, enxergar alguém com roupas que poderiam ser reconhecidas. Se mandassem para Porto Alegre ajudaria muito as pessoas que estão precisando aqui...
Imaginem perder tudo num incêndio...

Não sei, comentei com algumas pessoas hoje e elas gostaram da ideia. Não sei como fazer isso não parecer materialista, mas a ideia é pura e unicamente no sentido de ajudar!!!

Só posso ajudar com uma sugestão, uma ideia, mandei essa ideia para a defesa civil daqui e tb para a de Santa Maria... espero que ajude!
Ouvi psicólogas falando que não é saudável manter os pertences... que faz parte do luto... ao mesmo tempo, imagino o quanto deve ser difícil se desfazer das únicas coisas materiais que restaram das pessoas que são tão amadas....

Enfim, tenho pensado muito nesses acontecimentos.
Tenho orado muito pelas famílias, e gostaria muito de poder ajudar mais........

Um abraço solidário...

domingo, 20 de janeiro de 2013

Dica - Facebook: eu me dou o direito de bloquear!

Eu não escrevo muito sobre dicas de web pq acho que tem muito blog bacana fazendo isso. Mas, como ninguém nasce sabendo e várias pessoas já me perguntaram, o post de hoje é bem basiquinho, com uma dica preciosa sobre a rede social mais comentada do momento: Facebook.
Entrar é fácil, adicionar amigos é bem intuitivo e muita gente já deve ter adicionado você. Quanto mais contatos, mais conteúdo aparece na sua timeline. Bueno, até aí tudo bem, mas assim como na nossa vida offline as vezes aparece alguém com papo chato, com piadinha de mau gosto, na nossa convivência online também é assim! Os chatos falando sobre bebês triturados, bichinhos abandonados precisando de comida, ou vice-versa, me incomodam profundamente... Bem como as imagens de anjinhos piscantes ou aquelas gostosonas semi-nuas do lado de algum carrão... sem falar nos narradores da própria vida ("acordei de mau humor", "tomando café com o momô", "escovando os dentes - viram como sou saudável?!", "saindo para o trabalho, que trânsito"... ), tudo isso tb me incomoda profundamente, pois não nos acrescenta em nada! Desculpa a sinceridade gente, mas isso não é relevante para a minha vida! Ao contrário, viram como somos iguais? Todo mundo tem uma rotina diária meio parecida... dê destaque para coisas especiais. Não tem? Então FAÇA ALGUMA COISA ESPECIAL ou não publique nada! #prontofalei
Após meu desabafo, o lance é o seguinte, cada um tem o seu critério: o meu é dar duas semanas para cada novo contato. E não importa se eu adicionei ou fui adicionada. Nem sempre sabemos como aquele colega de trabalho que parece super legal se manifesta em sua página do Facebook.
Não entendeu? Eu explico, duas semanas é um tempo que eu acho adequado para analisar se o conteúdo da pessoa precisa ser bloqueado ou não. Meu primeiro pensamento é mais ou menos assim: pode ser um mau humor, pode ser TPM. E deixo passar... Num segundo post que pra mim parece inadequado, relevo e penso: vai saber, pode estar deprê, terminou com a namorada, teve um problema no trabalho, tá meio chatinha.
Por fim, se isso se repetir por duas semanas... não tem jeito. Eu me dou o direito de bloquear.
Pra não excluir a pessoa da lista de amigos, a minha dica para salvar a sua timeline é bloquear o conteúdo.

 Se liga no passo-a-passo, bem barbada, e me agradece muito nos comentários lá no final desse post, ok?!

1. Acesse o perfil da pessoa (basta clicar no nome dela, quando aparecer na sua timeline, ou procurar no campo de busca, no topo da página);
2. Passe o mouse em cima do botão "Friends";
3. Clique na opção que estiver com ticker - "Show in News Feed", e ela deve aparecer desmarcada.


E voilá! Prontinho, nada de atualizações indesejadas!

Mais umas diquinhas de política de boa vizinhança:

a) eu nunca aviso ninguém que estou bloqueando o conteúdo da pessoa... não é muito legal (e não, a pessoa não recebe nenhum aviso de que o conteúdo dela não aparece na sua timeline);
b) eu estabeleci o prazo de 2 semanas, sei de gente que não dá 2 horas de tolerância! Então, vc define o que fica interessante pra vc;
c) seguidamente dedico alguns minutos para dar uma "limpa" nesses conteúdos que não me interessam.. vc vai ver que a experiência no Facebook pode ficar muito mais interessante, prazerosa e com coisas lindas a cada minuto!

Espero ter ajudado e pra finalizar, lembre-se de que você também deve ser relevante!!! Falar uma bobagem que outra é permitido... quem não faz isso não tem senso de humor, mas falar duas semanas seguidas de bobagem não dá! Pense no conteúdo que você proporciona para seus contatos... e você não será bloqueado! ;)

Bons likes por aí, 
Abraço\o/
Mel Danda

sábado, 12 de janeiro de 2013

Cabelo 2013


Que tal? 
Versão 2013 - a mudança começa pelo bebelo! 
Dessa vez rolou até uma corzitcha, tô com umas mechinhas douradas lindas!
Mudança? Tô dentro!

O que acharam? 
Quem aí curte cortar o cabelo?


Segue o serviço: Giorgiyo Hair Beauty
Av. Teixeira Mendes, 969 -  (51) 3085-5257 | (51) 9995-8119
Peçam pelo Adriano #recomendo 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Recomeçar a história






































O post de hoje é uma página em branco.
É o que acontece quando alguém próximo se vai.
Temos que recomeçar a história.
Te amo, vó.




sábado, 5 de janeiro de 2013

bora ter um siricotico! hahahahaha


"O que há de mal"
Poder brincar de amar
Sem pensar no amanhã
Sem nenhuma vergonha
Numa cara de pau
Aproveitar um samba
Numa tarde vazia
Ter um siricotico
Ter uma aventura
[..]
"O que há de mal"
Poder sair do sério
Sair de um velho tédio
...
DE-LÍ-CI-AAAA!!!

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