quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ta lançado o desafio... quanto mais conteúdo melhor!

Pessoal, (como se fosse uma multidão de internautas! hehehe - mas eu sei que vcs estão por aqui....)
há pouco tempo fui apresentada para aquela bandatrupegrupopoetasmusicosartistas, que eu já amo, O Teatro Mágico.. Foi artavés deles que fiquei sabendo do Movimento MPB e da batalha dos caras em divulgar a música independente, sem jabá.

Agora estou acompanhando no twitter a #RefDirAutorais e vendo que mais antigo que andar para frente é a mudança deixar o ser humano inseguro....
As questões de não pagamento das músicas, ou o que "os contras" chamam de download ilegal, tira os artistas da zona de conforto. Deixa instável a indústria, que já estava de salto alto... achando que as pessoas continuariam pagando mais de R$30 reais por 10 ou 15 músicas do nosso artista favorito.

O mundo não está mudando... Ele já mudou. Tratemos agora da adaptação.

Eu nasci offline. Numa época que pra ligar no telefone público precisava de ficha, vi TV em preto e branco e pra ouvir música era vinil, depois a fita cassete e então o CD - que quando lançado foi o "supra-sumo" (balinha antiiiiiiiiga) da tecnologia. Era a modernidade... A piada do momento era mandar os mais velhos virarem o CD para ouvir o lado B!!! Lembro como se fosse hoje. Pois é gente amiga, eu era uma criança offline... que ouvia meu pai datilografar (pra quem não sabe: "digitar" em máquina de escrever! hehehe), minha mãe era a única que tinha celular e o primeiro sistema de computador que vi foi o DOS.

Hoje o mundo é outro. Já é outro. No tempo presente mais presente e rápido que já vivi.
Somos totalmente online. Temos uma identidade digital, temos nossos grupos, comunidades, nossas pequenas aldeias, conexões. Nosso celular é digital, o computador é ferramenta essencial de trabalho, de estudo.. é extensão do nosso cérebro. Não sabemos mais viver sem o Google, sem a colaboração séria do Wikipedia ao redor do mundo.

Quando olhamos para a face musical da nossa cultura, fico admirada quando leio coisas do tipo "liberar as músicas é perder dinheiro", "é nivelar por baixo"... No meu ponto de vista são pessoas que não migraram. Usam as tecnologias mas o pensamento continua offline.
Corrompeu o arquivo. Pior: não conectou.

A música livre hoje, é o que as praças públicas eram para os filosofos... Compartilhamento. Colaboração.
É com esse pensamento que tornamos as coisas melhores na internet. Nem todos que estão em praça publica tem atenção.... mas, se até o Homem do Gato tem sua clientela, pq não compartilhar?!?

Quando escrevo no meu blog, estou dedicando meu tempo, meu pensamento, me expondo... e isso permite que as pessoas saibam quem eu sou... As pessoas que me conhecem... O que escrevo aqui, legitima quem é a Mel Danda quando não está na frente do teclado.

Na música temos a mesma relação: o artista publica na internet a sua obra, o resultado de seu esforço, de seu trabalho, dom e dedicação para legitimar sua qualidade nos palcos. No primeiro show do Teatro Mágico eu comprei DVD e adesivo. Depois disso passei a fazer parte de sua rede social e descobri a lojinha - ja comprei dois livros, um pra mim e outro de presente para a @vanegomes.

Se o OTM tivesse aparecido na minha vida nos anos 80, tivesse uma gravadora e fosse como os demais artistas eu compraria uma fita virgem, esperaria tocar as músicas no rádio e as gravaria com o slogan da rádio e tudo.... No máximo compraria aquele CD com 10 ou 15 músicas e nunca mais compraria nada....

Vale a grana que se paga pra ir no show. Vale a criatividade da sua lojinha. Vale a beleza das suas mensagens para tocar o coração das pessoas, fazer as pessoas pensarem "o que ele quis dizer com isso?".
A música no fim, se torna a ferramenta que promove o artista que pensa. Que tem mais a oferecer.

Isso é o efeito da internet: não queremos seguir alguém no twitter, queremos que ele nos ofereça emprego. Não queremos um site bonito, queremos intuição na navegabilidade e conteúdo personalizado...
Sempre queremos mais, tá na gente. Acho que essa é a grande questão que apavora as grandes gravadoras... meus produzidos terão de ter mais cuca no lance. E tirar isso de uma geração que não viveu grandes atos políticos, que só vê descrença sendo pregada pelos nossos políticos, ééééé difícil.

Ta lançado o desafio... quanto mais conteúdo melhor!

Abraços \o/

Um comentário:

  1. Hoje mesmo estava filosofando com uma galerinha que entende tudo de tudp, super antenada e que não veio ao mundo a passeio sobre a fragilidade dessas bandas atuais. Na verdade é isso mesmo Mel... Quando a única coisa que eu tenho a oferecer é uma letra mais ou menos, somada a uma melodia ridícula e um esteriótipo criado para vender CD para os cabeça de brócolis, fica muito difícil aceitar o MPB. O que as gravadoras e essas bandas não entenderam ainda é que não é música que eles precisam vender, mas idéias. Beatles era bom não por que era Beatles, mas por que o John Lennon era uma pessoa complexa e tinha seguidores e não fãs. O Teatro Mágico distribui as músicas na internet sim, mas eles têm como garantir sua existência enquanto banda, pois eles são complexos. Complexos enquanto artistas, enquanto pessoas. A música deles é arte! O mesmo acontece com o Gog, com a Ellen Oléria, com o Crônica Mendes e por aí vai. A consistência é que é o X da questão. Discurso e prática. Arte e pensamento complexo (ou só pensamento mesmo)... Não dá pra exigir que NXZero tenha esse entendimento. Não dá para querer que as gravadoras entendam o que isso significa. Não dá para esperar isso do Rick Bonadio. Como tu mesmo disse eles não querem pensar, nem dar trabalho para os seus pupilos e muito menos desenvolver o pensamento crítico do povo. Povo é povo e tem que continuar ignorante para continuar curtindo rimas com ão, são, cão... Sou a favor do MPB (Música para Baixar)! Sou a favor da cultura livre e para todos, em todos os lugares e quando a gente quiser... Viva o MPB! PS: Não deixem de acompanhar o andamento do projeto de lei de Direito Autoral que está tramitando na Câmara de Deputados. Bjs Vane

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