quarta-feira, 10 de março de 2010

O CÓDIGO DA INTELIGENCIA

Como é bom ler um livro e ter aquela sensação de “nossa, é verdade”, “puxa, comigo acontece assim, sabia que estava certa, mas ainda não sabia a razão”. Lendo o livro O Código da Inteligência de Augusto Cury, constatei que, humildemente, sou uma pessoa inteligente. Que sensação incrível!

Percebi como alguns pensamentos foram construídos dentro de mim, como as minhas experiências contribuíram para isso e como consegui me perceber nas listas de possíveis conseqüências de quem põe em prática os oito códigos da inteligência. São conseqüências maravilhosas.

Ao longo da minha leitura, percebi que meu pai lia muito para mim durante a infância. As leituras mais marcantes foram: aquela coleção de gibis do Chico Bento – um caipira criado por Maurício de Souza que ensina ao primo da cidade as maravilhas do contato com a natureza, um caipirinha apaixonado por Rosinha, rodeado de amigos e animais da fazenda. Chico Bento é feliz porque nada pelado, come fruta direto do pé e não troca isso por nada, nem para fazer o dever de casa; o outro livro, se chamava “A História de Jesus”, e a cada noite líamos um pequeno capítulo. Eu podia perguntar, debater, indagar meu pai sobre como Ele podia andar sobre as águas. Meu pai não tinha todas as respostas, mas ali pude perceber que perguntar não era feio. Pelo contrario.

Durante os anos de colégio, foi com minha mãe que aprendi a conquistar melhores amigos. Foi com ela que aprendi a não fazer com as pessoas o que eu não queria pra mim, e assim, tenho amigas queridas ao meu redor até hoje! Foi com ela que aprendi a ser uma mulher, defender meus sentimentos, ser sincera. Ter um sorriso sincero, que até hoje gera comentários em fotos e reuniões de amigos.

Por muito tempo na escola achei que o sistema de notas era muito injusto. Meus colegas não eram iguais a mim e as notas nos representavam como sendo os mesmos alunos. Como podia estar certo? Como os professores não viam que éramos diferentes? Eu nunca gostei de matemática. Todo mundo me dizia, mas a matemática é perfeita, é constante, as coisas não mudam, os números são sempre os mesmos e geram os mesmos resultados – “é tão fácil”... Minha cabeça viajava longe nas aulas de matemática. Eu gostava de Português, mais ainda de filosofia... E meu professor era espinafrado, menosprezado pelos alunos que não conseguiam perceber quantas preciosidades podíamos viver naquelas aulas. O que eu queria mesmo era a inconstância dos pensadores, as teorias sobre o existir, as interpretações incríveis que cada um faz do mesmo texto... O sentido que damos às palavras quando as reunimos em frases, e as frases em textos é que tornam a vida romântica, com brilho, com atenção.

Na faculdade tínhamos que acordar nas manhãs de sábado para fazer a cadeira de filosofia... e eu ia com prazer. Um prazer íntimo, afinal, se meus colegas soubessem, eu corria o risco de ser excluída do grupo que eu acabava de fazer parte. Uma grande bobagem de quem ainda não sabia que ter uma opinião diferente é sempre melhor!

Aos poucos surgiram os relacionamentos amorosos. Eu queria ao meu lado alguém completo. Machuquei muitas pessoas na busca de um namorado pronto, maduro. Aos poucos percebi que cada um tem seu tempo. Tenho que respeitar o meu tempo e também o de quem estiver ao meu lado.

Em paralelo, durante a adolescência participei de um grupo de jovens da Igreja Católica chamado CLJ – Curso de Liderança Juvenil. Diversas vezes ouvia aqueles que já tinham uma vivencia de CLJ dizer que seriamos líderes, dirigentes e por fim apóstolos. Expandi os conceitos religiosos do que ouvíamos nos retiros para a minha vida pessoal, para o convívio em família, com amigos e tenho certeza que mudou muito a minha maneira de me conectar com as pessoas.

Hoje sei que amadurecer não é fácil, enfrentar a rotina de trabalho e estudo em busca das conquistas materiais exige muito tempo. Mas temos de ser inteligentes para perceber que, mesmo por alguns minutos do dia, precisamos do nosso retiro espiritual... precisamos do nosso encontro com o Deus que vive nos nossos corações. Isso nos torna pessoas melhores.

A Síndrome do Pensamento Acelerado as vezes faz com que nos sintamos frustrados, afinal, as coisas não acontecem na mesma velocidade no mundo real. Mais uma vez a consciência de que o tempo é diferente dentro de cada um, dentro de cada empresa, dentro de cada casa, faz com que encaremos as coisas com mais simplicidade.

Não precisamos complicar as coisas. Algumas já são complicadas por si só. O pensamento multifocal pode nos trazer muitas respostas... basta treinar.

O mais legal é saber que eu já fazia muito de cada código antes de saber que tinham esses nomes. Agora é consciente. Quero sim ser influenciadora, quero ser referencia para meus familiares e amigos. Quero fazer diferença no meu ambiente de trabalho e sei que tenho competência e sensibilidade para isso. Comecei como uma boa profissional e agora quero ser excelente. Quero usar todo o meu potencial para “chegar lá”! E sei que posso....

Um comentário:

  1. Hi MEL,
    Parabéns pelo blog e por este Post...Comprei o livro e estou muito satisfeito com o que estou aprendendo...ao contrário de você...eu estava perdendo o melhor da vida antes de lêr este livro...agora é impossível parar de lê-lo...

    Obrigado mais uma vez...

    Forte Abraço.

    Tiagosnasa

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