terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Avatar

Assisti o Avatar tem um tempo...
Fiz uma degustação num cinema ruim, que não tinha o 3D e ainda por cima dublado!!!!
Apesar de a sessão ter sido horrível, senti que tinha algo de muito inspirador ali...
Marquei uma segunda sessão com a minha irmã, desta vez num cinema ótimo, em 3D e legendado... Adorei. Simplesmente, adorável.
E, como tudo que me toca o coração merece um post aqui no Elo da Corrente, cá estou eu para compartilhar com vocês as muitas coisas que pensei no decorrer do filme... óbvio que podem ser interpretações delirantes do meu cabeção e que o diretor nunca quis transmitir.. mas, compartilho minhas doideiras com vocês e vejamos no que dá.
Primeiro me chamou atenção a questão física. Os personagens de Avatar demonstram agilidade, habilidade, saúde, e principalmente conexão. Estão todos interligados, não unicamente pela conexão com a natureza, mas também entre si - como um povo unido, que se comunica, que resiste.
Percebi que um ponto forte da anatomia são os olhos. A expressão traduzida como “Eu vejo você” pra mim significou ainda mais do que um simples cumprimento Na'Vi...
Reparem como olhamos cada vez menos para as pessoas. Reparem como poucas pessoas buscam nosso olhar... Estamos perdendo o contato visual. Nos surpreendemos quando isso acontece.
Pontos brilhantes. A pele dos Avatares tem pontos brilhantes que, quando conectados com a natureza, com coisas importantes, com sentimentos importantes, brilham ainda mais... Não temos em nosso corpo nada tão explícito??? Sim, temos milhares de sinais, trejeitos, rugas na testa e levantar de sobrancelhas que nos revelam, nos entregam, deixam claro quem somos.
O que gostamos ou não.
Tudo aquilo que concordamos ou não.
Cabe a nós um pouco mais de sensibilidade para saber “ler” isso nos outros.
O conceito de James Cameron sobre conexão... Nós valorizamos tanto um cabo USB... Me senti provocada em me questionar: “afinal, estou ligando tantas coisas na tomada... mas o que realmente importa?!? No que preciso estar conectada para me sentir viva? Para me sentir feliz?”
Depois a questão da natureza... somos ignorantes e barulhentos como uma criança, exatamente como Jake no inicio do filme... Neytiri o ensina que a morte é algo sagrado, que os animais são sagrados... tomamos a energia deles emprestada, mas um dia teremos de devolve-la... Os animais não precisam morrer a toa. Esse é o recado.
Em tempo: as guerras não resolvem nada, a força não resolve nada. Jogar em dois times não é uma boa estratégia.
Existem seres superiores e a natureza conspira a favor.
Real e virtual já não são mundos distantes. Tudo que é virtual é real.Já ouvi diversas vezes: “...mas é só um perfil no Orkut, é só um comentário no twitter..” – pois bem, revela quem somos. Revela o que somos, nossa identidade. Nos conecta a outras pessoas, outros grupos, outras línguas.
Tem ainda a questão da relação entre o dinheiro e o que é certo... As pessoas envolvidas no processo de conseguir a tal pedra, em função do dinheiro, ignoraram o que realmente importava – a grande riqueza que havia em acessar o que a natureza poderia fazer... no que a natureza poderia realizar.
É um filme fantástico?! Com povos alienígenas numa terra distante? Sim.
Mas é muito mais próximo nas entrelinhas... Pude me assistir, pude ver manchetes de jornais estampadas na minha memória sobre riquezas e roubos, sobre queimadas e aquecimento global, petróleo e ouro... enfim... coisas bem próximas mesmo e bem reais.

Think about it...

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