quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Desapego



Cada dia que passa, me dou conta que o desapego, que era algo que eu acreditava fazer parte de mim, não faz.
Sou muito apegada às minhas idéias, às pessoas que convivem comigo e principalmente às pessoas que se afastam, que já não estão ao meu redor.
Sofro quando estou longe da família, sofro quando estou longe do meu amor...
Sofro quando as pessoas vão embora, sofro quando eu vou embora da vida delas...
E as vezes ir embora não significa realmente abandonar.
Significa não conviver diariamente, não ligar, não dividir as novidades, as bobagens do dia a dia...
Sentir saudades pra mim já doeu muito mais...
Mas é sempre um sofrimento enfrentar mudanças...
Sei que posso muito mais do que eu mesma posso imaginar. Enquanto não sei, vou sofrendo!
Vou vivendo e sofrendo...
Aprendendo muito. Aprendendo, errando, amando muito!
Que venham os próximos dias tempestuosos e desafiadores!!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Hoje eu aprendi...

...que não devemos admirar ninguém pelas lágrimas que presenciamos.
Não são as lágrimas de uma pessoa que a tornam verdadeira.
Eu me enganei, devo desculpas a mim mesma.
Mas pelo menos eu pude ver...a confiança às vezes não nos permite perceber quem o outro realmente é.
Sensação, admiração, confiança.. São sentimentos efemeros.
Eu baseio minhas relações na consistência que o respeito trás.
Eu não mantenho relacionamentos com pessoas vazias. Eu não gosto de futilidade. Meus amigos não são vazios, minha vida não se baseia na beleza, no corpo ou na aparencia.
É o espírito, a alma, a sensibilidade, a responsabilidade, a maturidade que revela a verdadeira beleza das pessoas.
Tenho pena de quem me olha e não enxerga o que realmente deveria ver... Ok, eu aceito, quero distância!

Nós já não ouvimos mais

O silêncio se vai.

Nascemos. Rompimento primeiro do silêncio de nove meses que, por mais que não tivéssemos voz, já sabíamos o que significava a poderosa mensagem do carinho materno. A comunicação existe, é estabelecida desde a gestação. A preocupação de Virgínia Menezes, advogada da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre, nos primeiros meses de gravidez a deixava em silêncio. “Nos primeiros meses tive sangramento, e não tinha como sentir o bebe mexer... meu silêncio era de preocupação. Tudo passou quando, no 5º mês, pude realizar a ecografia e ouvir o coração da minha segunda filha”, explicou, tocando na barriga, agora de 7 meses.

Durante a infância raramente temos, ou damos, um momento de silêncio. São muitas descobertas, brincadeiras e acontecimentos extraordinários. Os anos passam, a adolescência chega e nosso silêncio agora é corporal. Os meninos pela voz que, hora fina, hora grossa, causa constrangimentos terríveis, fazendo-os silenciar. As meninas se calam devido às mudanças do corpo: algumas por ficarem com muito peito, algumas por terem muita bunda.

Nossa personalidade se forma e aprendemos que num momento de concentração é preciso estar em silêncio. Perdemos entes queridos e experimentamos o silêncio eterno. Mudamos de opinião, de roupa e de religião diversas vezes, até definirmos quem somos. Muitas vezes isso não se define e as pessoas passam anos em terapia, falando, falando e falando. Nunca em silêncio.

Chegamos à vida adulta e toda a responsabilidade que este momento agrega recai sobre cada um, conforme os sonhos, objetivos e metas a serem alcançadas. Conforme dado da Catho Online (empresa de recrutamento e seleção via web), em 2009, 79,5% dos brasileiros está com contrato de trabalho com a carteira assinada. Ao longo do dia, nós, os trabalhadores, recebemos estímulos auditivos às pencas.

Um golpe ao silêncio.

Desde o despertador para acordar, ao rádio para saber a temperatura, tudo acontece sorrateiramente. O microondas apita três vezes para avisar que o café está quente, a televisão tem trilhas para avisar que o programa está indo e voltando do comercial. Isso está tão presente no cotidiano que passa despercebido.

Quando colocamos o pé fora de casa, raramente ouvimos natureza. Mas os pássaros, alguns, ainda estão lá, cantando nas árvores. Se nas manhãs de sol conseguíssemos ouvir a brisa tocando suavemente as folhas dos ipês amarelos, seria ótimo, mas o ronco de alguns dos mais de 1.500 ônibus que circulam em Porto Alegre, deixa claro que este momento não será possível.

No trânsito é o caos: freada, buzina de caminhão, buzina de moto, batida. Motor, motor, motor, esperando abrir o sinal. Abre o sinal, recomeça a buzina, de carro, de moto e de caminhão, freia, anda, para e mais barulho de motor. Muitos preferem se refugiar deste universo barulhento ao som de suas músicas favoritas, com o celular, rádio, mp3 ou qualquer outro eletrônico. Percebemos uma diferença drástica entre o vidro da janela aberto ou fechado.

Já não sabemos mais como é o silêncio. Encobrimos um som com outro, trocamos os ruídos altos e inconstantes por música alta, que nos tire a atenção do que nos incomoda. Falamos cada vez mais alto e nem percebemos. Na agência de propaganda e marketing Novacentro, onde Grazielle Araújo é assessora de imprensa, o “zunzunzum” dos colegas é constante. “Eu sou jornalista, eles são publicitários, todos da área da comunicação... Já viu jornalista fazer silêncio? Eu nunca vi! É telefone da mesa que toca junto com o telefone celular, às vezes o rádio está ligado ou estou vendo um vídeo no computador... tem horas que até o barulho do teclado incomoda, mas é necessário, fazer o quê?”, justifica Grazielle.

Chega a hora do almoço. Salvo se você tem a possibilidade de aproveitar o aconchego do seu lar no intervalo de uma hora, não há saída a não ser enfrentar um restaurante lotado ou uma praça de alimentação de um dos shoppings da cidade. A união das vozes, o ruído dos pratos somado ao tilintar dos talheres forma uma sinfonia louca, onde não ouvimos nem nosso próprio coração. No shopping é ainda pior, pois além de todos os ingredientes anteriores temos a música ambiente. Que se fosse mesmo ambiente não teria problema, pois normalmente é ao vivo: o artista quer se fazer ouvir, e acabamos nos sentindo num caldeirão sonoro, onde o ingrediente principal desta “sopa” é a disputa pela nossa atenção.

Algumas pessoas aproveitam o intervalo do almoço para buscar um instante de silêncio. É o caso de Lindomar da Silva, pedreiro, que todos os dias vai a capela histórica Nosso Senhor dos Passos, localizada na Santa Casa de Misericórdia, no Centro da capital. “Venho aqui todos os dias, faço umas orações fico um pouco em silêncio, e volto a trabalhar renovado. É muito bom, o silêncio é muito gostoso. Me lembro lá de fora, no campo, lá tem muito mais silêncio, só ouvimos os grilos...”, disse ele. Algumas pessoas aproveitam o ambiente da capela para a leitura, e apesar da música em latim, é um ambiente tranqüilo. Diferente dos corredores do Hospital e mais alheio ainda as avenidas ao redor. Concentrar-se parece mais fácil.

Voltamos ao trabalho, e mais uma boa dose de toques de telefone, chamadas, bipes, folhas, teclado e reuniões, pausa para o cafezinho. Atendemos o celular ou ligamos para alguém. Voltamos às atividades e o nosso pensamento não silencia nunca. Não tiramos os olhos de frente da tela a não ser que a impressora faça barulho pedindo tinta ou folha. O expediente termina com o bipe da máquina ponto registrando o horário de saída.

Acabou? Não... Muitos começam uma nova e barulhenta jornada: é a lista do supermercado, uma atividade do trabalho que vai ser terminada em casa, aula na faculdade, aula de dança, tarefas do curso de inglês, pegar o filho na escola ou ainda, aquela saudade de pegar um cinema. Alguns vão se preparar para um assistir um show, ou para tocar com a banda em algum barzinho.

A melodia do silêncio.

Músicos e artistas são, naturalmente, pessoas com muita sensibilidade. A banda Sexteto Blazz estava no Café da Oca. O ritmo era o jazz, pura improvisação. Os músicos tocavam em silêncio. Os olhares falavam muito: erros, acertos, comemorações e aprovações seladas num olhar ou sorriso velado. Os que assistiam e estavam envolvidos pela música: em silêncio. Cada casal, cada mesa ocupada, em absoluto silêncio, se deixando levar pela música.

Para o tecladista Leandro Hessel, música é silêncio. “Sem o silêncio a música não existiria. Não é a quantidade de notas que faz uma música ser boa e sim as notas certas nos momentos certos. O bom músico, o bom compositor, é aquele que sabe usar o silêncio a favor da música, para criar o ritmo certo, melodioso”, disse Hessel.

O silêncio absoluto não existe. Mas se existisse seria assustador. “Deixaria nítida, seria a comprovação da solidão absoluta”, explicou o tecladista. Para ele o local mais silencioso é a beira da praia. “O mar tem um barulho próprio, é quase um mantra... Prefiro assim, um ruído longe, constante, do que o silêncio absoluto”, completou.

O mês do silêncio.

No Brasil, esquecemos que o silêncio existe em fevereiro. Festa, folia e farra! Show, sereno e samba. Tem banda, balada e bumba meu boi. Trio elétrico, “tira o pé do chão” e “todo mundo louco”! Muito confete e serpentina: é o nosso Carnaval!

Todos estavam no sambódromo de Porto Alegre na noite de segunda-feira, quando a especialista e m cultura brasileira e carnavalesca do Rio de Janeiro, Maria Augusta, chegou. A paleta de cores vibrantes das suas roupas já demonstrava parte do seu amor pelo carnaval. As mãos cheias de anéis e o corpo envolto com colares de miçangas auxiliavam nas explicações sobre a importância do ritmo para uma escola de samba. E o que isso tem a ver com o silêncio? Tudo. Cada batida e cauda pausa num surdo de bateria, cada apito do mestre de bateria, a maneira como o corpo se move no samba, tudo tem relação com as formas de utilizar o silêncio para criar a marcação do compasso, item fundamental para o quesito harmonia. “É no silêncio que eu crio. O silêncio é muito pessoal, eu, por exemplo, preciso dele para me concentrar. Os bons temas enredos surgem quando eu sonho! Me acordo, escrevo e em duas horas está pronto. Mas é raro... Quando isso não acontece, preciso pesquisar, ler muito e isso requer concentração, atenção”, explica ela.

E quando o silêncio não vem?

João Alfredo, Cidade Baixa, Porto Alegre. Bar: Ossip. Quando o assunto é happy hour, muitos jovens gaúchos escolhem a Cidade Baixa como alternativa de lazer. Até aí, nada de mais. A preferência de muitos é o boteco Ossip, bem na esquina, com iluminação intimista e poucas mesas para acomodação da centena de clientes que passa por ali nas noites movimentadas. O problema com silêncio é constante. A Relações Públicas, Vanessa Gomes, mora no prédio em frente ao bar. “Lei do silêncio: ela existe? Alguém respeita? Eu sei que a lei existe, mas na João Alfredo - Porto Alegre ninguém respeita.. Quando chega a hora de dormir, não tem jeito, a minha receita é o bom e velho algodão na orelha”, reclama.

Para Grazielle Araújo, jornalista, uma das situações que mais sente falta do silêncio é no cinema. “É o barulho do papel de bala, do saco de pipoca, do final da latinha... ou então é pior, algum um mal educado que esqueceu o celular ligado...”, diz, injuriada.

As duas profissionais da comunicação concluem que no dia a dia não existe silêncio. “Nem no alto de uma montanha não há silêncio. Ainda assim vamos ouvir o barulho do vento”, reflete Vanessa. E Grazielle complementa “pois tu sabes que agora fiquei pensando quando foi a última vez que tive alguns segundos de silêncio... e ainda não consegui me lembrar!”.

Silêncio x Palavras

Em “Deficiências”, Mario Quintana escreveu: "Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

Na Bíblia, Jesus diz aos discípulos que “temos duas orelhas e apenas uma boca, para ouvir mais e falar menos.”
A maioria das pessoas acha que a beira da praia é um lugar silencioso.
Algumas pessoas acreditam que a música é feita de silêncios.
O silêncio absoluto não existe, e se existisse seria assustador.

E você? Leu esta matéria num lugar silencioso? O que o silêncio significa para você?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 - 05/05/1994)


"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.


"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.



"A amizade é um amor que nunca morre. "

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Desenhos de Palito


Este é o organograma do Marketing da CDL... Feito por mim!!!
Eu sou a "sorriso quadrado" que cuida do Marketing de Produtos

sábado, 12 de setembro de 2009

Caminho das Índias

Acabou a novela...
Será que só eu percebi que a autora fez uma transferência incrível do problema pessoal (a filha que faleceu!) e o enredo da novela???
O "Rajhubert" foi dado como morto e voltou;
O "BurRaul" se fez de morto e voltou, por mais que ele tivesse feito coisa errada, ainda estava vivo, deu pra perceber que o Seu Cadore ficou feliz...
O que será que a Glória Perez quis dizer com todos os filhos que estavam mortos e voltaram???
Nada mais simples de perceber, que mesmo que a filha dela estivesse escondida no exterior ela ia preferir saber que está viva, aproveitando a vida!
Acredito que todos são assim... Imprimimos no nosso trabalho tudo que somos. Toda a carga de emoção, das situações boas ou más que já passamos, está lá...
Se dormimos bem, se estamos cansados, se nos dedicamos à leitura e sabemos do que estamos falando, se estamos comendo bem, se temos energia para atender as expectativas daqueles que nos cercam.
Perceba como nosso trabalho reflete o que somos, as atividades que escolhemos reflete muito do que almejamos, do que gostamos de conviver... pois se não for assim, vamos diminuindo os níveis de ceratonina... aquela famosa substância que faz nosso cérebro dizer para todo o resto que estamos felizes...
E em alguns casos, nem um chocolatinho ajuda (sim, o chocolate aumenta o nível de ceratonina, por isso a mulherada na TPM fica louca por chocolate!!! Para ficar mais feliz!!!!)...
Perceba em você quais características são mais marcantes e como você pode estampar seu selo naquilo que faz...
Eu já descobri: minha sensibilidade em escrever, em conversar, em cuidar dos detalhes, em gostar de me dedicar às pessoas é a minha marca. Se eu conseguir divertir as pessoas, sensibiliza-las, faze-las pensar pra cima, me deixa muito realizada.
E eu gosto de demonstrar isso num abraço, num convite ou nas cartinhas de aniversário... Na roupa que eu visto, numa foto ou email que eu envio, no conteúdo que eu indico para as pessoas via internet.

Esse é o meu selo, minha marca: colocar Mel na vida de todo mundo e tornar todas as coisas mais doces!!! Qual é o nível de transferência das minhas experiências para estas atitudes? Ainda não sei... Mas que deve ter alguma relação, ahh isso deve...

Abraço \o/

Meu pai maratonista...

Hoje meu pai tá todo bobo.... Teve uma matéria publicada na web!
Confiram a história do meu pai maluco por corrida, faça chuva, faça sol, aqui ou no exterior, valendo medalha...
Ele tá dentro!

http://www.correndocomsaude.com.br/joomla15/index.php

Abraço. \o/

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Me indicaram a matéria abaixo.... Pq será, hein?!

Paola Deodoro
paola.deodoro@zerohora.com.br


It girls são como musas. Com personalidade e modos de vida marcantes, as "meninas do momento" se tornaram importantes referências de estilo no mundo. São apostas das principais grifes e exemplo para quem gosta de seguir o que é novo, o que é fresco, o que é atual.

Uma das mulheres que tem o nome mais ligado a este termo é a modelo Kate Moss. Aos 36 anos, ela segue como uma das principais opções para grandes campanhas publicitárias pelo poder de influência que desenvolveu ao longo da (nem tão exemplar) carreira. Outra britânica que provoca a reverência dos modernos é a atriz Sienna Miller. Com um dress code impecável, Sienna roubou espaço das supermodelos e estampou a capa da importante edição de setembro da Vogue America de 2007, instalando a tradição. Em 2008 foi Keira Knightley e, na edição atual, é Charlize Teron quem está na primeira página. Ainda que de forma mais contida, a atriz desfila um dos guarda-roupas mais impressionáveis da temporada.

Tem, inclusive, it girl brasileira circulando pelas "september issues" das principais revistas de moda. A relações-públicas da Louis Vuitton no Brasil, Roberta Romano, foi fotografada para a sessão "Street Fashion" da Elle inglesa. Bianca Brandolini, namorada do herdeiro da Fiat Lapo Elkann, abriu seu closet para ilustrar três páginas da Vogue inglesa.

Hollywood tem as suas. Londres tem as suas. São Paulo tem as suas. E Porto Alegre também. Incentivados por uma pesquisa feita pela Delta Sys, da Allcon, que buscava identificar o perfil do mercado de moda gaúcho, ficamos com vontade de buscar as garotas-referência locais.

– A nossa pesquisa foi baseada em alguns nomes específicos, determinando o perfil de quem segue e de quem determina o que é moda dentro de um contexto. E descobrimos que não só a moda que está envolvida. Outros traços do comportamento também são decisivos para formar o que nós chamados de influenciadoras de moda – contou a diretora do núcleo de pesquisas da Delta Sys, Fernanda Pereira.

Segundo Fernanda, essas mulheres tem um círculo grande de amigos, são independentes, já moraram fora, viajam com freqüência e circulam em diferentes lugares. Geralmente namoram ou são casadas, e a relação com os cabides vem, em grande parte, como herança materna. Gostam de trabalhos que exercitem a criatividade e a sensibilidade e admiram as coisas ligadas à arte.

Mas o surpreendente é que não são consumidoras descontroladas, como parece em uma primeira avaliação. Quem gosta de moda consome de maneira mais proveitosa e consciente, porque considera o momento da compra uma decisão importante.

– Eu não tenho uma wish list (lista de desejos). Eu me apaixono por uma peça e compro, independentemente se é a tendência desta temporada – revela Sabrina Gasperin, modelo gaúcha que mora em São Paulo.
Sabrina, 33 anos, está de casamento marcado para outubro com o designer de joias Ara Vartanian, amado pelas jet-setters brasileiras. Natural de Caxias do Sul, ela vem sendo frequentemente apontada pelos rankings nacionais como um bom exemplo de estilo. A roqueira que chegou a morar em Seattle, nos Estados Unidos, para acompanhar de perto o movimento grunge, adora motocicletas, é fã do seriado Twin Peaks e tem uma casa na riponga Trancoso, na Bahia, reúne elementos essenciais para uma it girl: é eclética, circula entre gente muito interessante e convive com pessoas ligadas ao design e à moda. A fórmula certeira resultou em uma mulher de personalidade: nada de plataformas altíssimas e calça cenoura em seu armário.

– O que está fazendo sucesso no meu acervo ultimamente tem sido uma jaqueta de couro do Reinaldo Lourenço, que tem um laço na gola, uma ankle boot preta da Chloé, vazada dos lados, e umas regatas decotadas da Raya de Goye, que gosto de usar com a lingerie aparecendo.

Com tanto know-how, decidiu colocar seus conhecimentos de estilo à prova e, dentro da marca de jóias do noivo, lançou no ano passado uma linha com o seu nome.

– As criações do Ara são grandes, com pedras gigantes. As minhas são mais delicadas, mais femininas, com influências étnicas dos lugares que eu já visitei, como a Índia e a China.

TRIO DO PODER

Quem são as it girls que influenciam a moda, o comportamento e o estilo das mulheres mundo afora

Kate Moss: a mais "it" das "it girls" foi a responsável por ampliar o gosto pela calça skinny, pela franja reta, pelo estilo boyish e também pelas botas de cano longuíssimo, chamadas cuissardes.

Nicole Richie: depois de muito exibir sua silhueta magérrima, ajudou a incorporar as overshirts (camisetas imensas) ao guarda-roupa das grávidas. Principalmente durante sua segunda gestação.

Sienna Miller: a mais descolada das it girls, ela é quase consenso de bom-gosto. Com Sienna, o modelo de bolsa mais clássico da Chanel, o 2.55, de matelassê e alça de correntes, saiu do brechó e virou hype.

A PIONEIRA

O termo it girl foi usado pela primeira vez pelo romancista Elinor Glyn para descrever a atriz Clara Bow, quando ela surgiu em 1927 no filme-mudo "It".

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A mulher da pagina 194


Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional.
Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails.
Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.
Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem. No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa.
Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.
A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.
Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria.
Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão. Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo própria, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos.
Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes.
Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.
Achei a Lizzie linda, poderosa, vitaminada e auto-confiante!
Concordo plenamente com a Martha, bom-humor e inteligência são afrodisíacos.
Celulite significa gostosa em braile!!!! Já que não existe mulher sem celulite.... não existe umazinha que não seja gostosa!
Viva a liberdade de comer o que se gosta... Abaixo as dietas malucas!
Sou a favor de uma alimentação colorida, incluindo tudo de saladas e frutinhas, mas não tem quem resista a uma pizza cheia de queijo e catchup... E como isso sempre vem acompanhado de boa companhia, amigos, chopp e etc... Sou a favor da diversão ao redor de uma boa mesa de bar!
Azar das calorias...
Viva o prazer de conviver consigo!

Beijos