quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A mulher da pagina 194


Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional.
Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails.
Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.
Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem. No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa.
Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.
A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.
Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria.
Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão. Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo própria, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos.
Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes.
Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.
Achei a Lizzie linda, poderosa, vitaminada e auto-confiante!
Concordo plenamente com a Martha, bom-humor e inteligência são afrodisíacos.
Celulite significa gostosa em braile!!!! Já que não existe mulher sem celulite.... não existe umazinha que não seja gostosa!
Viva a liberdade de comer o que se gosta... Abaixo as dietas malucas!
Sou a favor de uma alimentação colorida, incluindo tudo de saladas e frutinhas, mas não tem quem resista a uma pizza cheia de queijo e catchup... E como isso sempre vem acompanhado de boa companhia, amigos, chopp e etc... Sou a favor da diversão ao redor de uma boa mesa de bar!
Azar das calorias...
Viva o prazer de conviver consigo!

Beijos

Um comentário:

  1. Viva, viva... iupiiiiiii!!! \o/
    Viva as mulheres reais, gostosas, com conteúdo, lindas e maravilhosas e que se amam!!!!
    Beijo

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