sábado, 13 de dezembro de 2008

Festa 2009 na cabeça


Dia 13 de dezembro foi um dia bem especial...
Sábado, trabalhando para a festa de final de ano da CDL....
Recebemos mais de 100 pessoas no Ritz Terrazza.
A festa 2009 NA CABEÇA foi um sucesso! Com direito a apresentação dos gestores, vento negro, e show das bandas dos funcionários.
Ilhas de comidinhas que fizeram a alegria do pessoal: pães e frios, sushi, salgados, árabe e doces.
Bartenders, dançarinos e muito adereço na cabeça.
O Marketing preferiu o diferente na unidade: perucas coloridas!
Os meninos do comercial de pirata, casal black power e muitas anteninhas! Chapéu de cowboy, de caneco de chopp e auréola de anjo! Tinha noiva, índia e princesa.
Foi o máximo!
Ouvimos muitos elogios e com certeza ralamos muito para conquistar esse mérito.

E ainda tinha crepe e churrasquinho!!!! Que nem disse o Felipe.

Foi ótimo! Fica aqui o registro de que se não fosse as pessoas, não teria uma festa tããããão boa!

VALEU CDL POA!

Beijão.


Contato do Ritz Terrazza


Av. Protasio Alves, 2561 - Petropolis

Fone: 3334.0196

domingo, 7 de dezembro de 2008

Aquarela

Toquinho

Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...

Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...

Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Branco navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...

Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...

Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...

Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...

De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...

Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)...

Paz

A serenidade que existe na paz de espírito quando se está feliz, deve ter o sabor da fruta preferida, a fragrância da pessoa amada, o calor do sorriso do melhor amigo e o aconchego do colo da mãe fraterna...

O COELHO E O CACHORRO

De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que tem um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu o caso. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. Lembrou?

Agora pintou uma nova. Simplesmente genial. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Vianna, bairro da classe média alta em São Paulo, semana passada.

Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O doido comprou um pastor alemão. Papo de vizinho:

- Mas ele vai comer o meu coelho.

- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.

E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes.

Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso foi na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Pasmo.

Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro.

- O vizinho estava certo... E agora, meu Deus?

- E agora?

A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Claro, só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam. O cachorro rosnando lá fora, lambendo as pancadas.

- Já pensaram como vão ficar as crianças?

- E você cala a boca, porra!

Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível. Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal.

Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas como convém a um coelho cardíaco.

Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam o alarido e os gritos das crianças. Descobriram! Não deu cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Branco, lívido, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.

- O que foi? Que cara é essa?

- O coelho... O coelho...

- O quê que tem o coelho?

- Morreu!

Todos:

- Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem...

- Morreu na sexta-feira!

- Na sexta?

- Foi. Antes da gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal!

***

A história termina aqui, neste domingo de páscoa, de noite. O que aconteceu depois não interessa. Nem ninguém sabe.

Mas o personagem que mais me cativa nessa história toda, o protagonista da história, é o cachorro.

Imaginem o pobre do cachorro que, desde sexta-feira procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar, descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado.

O cachorro é o herói. O bandido é o dono do cachorro. O ser humano. Sim, nós mesmos, que não pensamos duas vezes. Para nós o cachorro é o irracional, o assassino confesso. E o homem continua achando que um banho, um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia, o animal desconfiado que tem dentro de nós.

Julgamos os outros pela aparência, mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Maquiada.

Coitado do cachorro. Coitado do dono do cachorro. Coitado de nós, animais racionais.



ÂNGULO

Aonde irei neste sem-fim perdido,
Neste mar oco de certezas mortas? -
Fingidas, afinal, todas as portas
Que no dique julguei ter construído...

- Barcaças dos meus ímpetos tigrados,
Que oceano vos dormiram de Segredo?
Partiste-vos, transportes encantados,
De embate, em alma ao roxo, a que rochedo?...

Ó nau de festa, ó ruiva de aventura
Onde, em Champanhe, a minha ânsia ia,
Quebraste-vos também ou, porventura,
Fundeaste a Ouro em portos de alquimia?...

Chegaram à baía os galeões
Com as sete Princesas que morreram.
Regatas de luar não se correram...
As bandeiras velaram-se, orações...

Detive-me na ponte, debruçado,
Mas a ponte era falsa - e derradeira.
Segui no cais. O cais era abaulado,
Cais fingido sem mar à sua beira...

- Por sobre o que Eu não sou há grandes pontes
Que um outro, só metade, quer passar
Em miragens de falsos horizontes -
Um outro que eu não posso acorrentar...

Mário de Sá Carneiro

CLJ


Eu, amorosa

A dor lhe persegue
E teu coração desatento
Lhe ver não consegue
Querendo teu tento

Chorando sozinha
Na saudade escondia
Sua alma desalinha
Pois seu amor não correspondia

Pobre coração, amargurado
Sentimento tão embargado
Por ele acanhado

Te espera saudosa
Esta lágrima chorosa
Eu, amorosa...

Dúvida

A alegria plena...
De que adiantaria levantar tal discussão?
A tristeza absoluta existe?
Seria Deus tanto uma quanto outra?
Sentimentos inefáveis, alguém já teria sentido?
Se Deus é tudo isso e ainda mais
Seria pretensão humana considerar-se triste ou feliz?
Ou somos nós parte de Deus...
Ou nem tomamos conhecimento disso.

Melissa Danda

Lembranças

Estou em casa, domingo de sol e resolvi dar uma arrumada nas minhas bagunças.
Descobri que tenho muitas sacolas de lembranças... Então vou escanear e transcrever algumas para o blog...
Depois os originais podem ir fora, abrindo espaço para as novas experiências que tenho vivido.

"Todos os homens são criados iguais e dotados pelo Criador de certos direitos fundamentais, como a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Para assegurar tais direitos, são instituidos Governos entre os homens. O justo poder desses Governo deriva do consentimento dos governados. Todas as vezes que qualquer forma de Governo tornar-se destrutiva desses objetivos, é do direito do povo alterá-la ou abolí-la (...)"

Trecho da Declaração de Independência, de Thomas Jefferson.