domingo, 31 de agosto de 2008

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain



Um filme simples com uma mensagem contagiante: faça acontecer!

Eu vi Amelie Poulain há muitos anos, com a história da viagem para Paris, compramos o DVD numa promoção da Blockbuster... nesse sábado assisti com o Fábio.
O filme inteiro em Montmartre, bairro onde fica o Moulin Rouge, além de mostrar as principais "gares" de Paris, onde as pessoas tiram fotos 3x4, etc...

Minha impressão
:

Amelie é sozinha e resolve arrumar a vida de todos ao seu redor.
Mas quem vai arrumar a vida de Amelie???Bom, ninguém além dela mesma.
Com personagens simples, cotidianos e cheios de anseios, são eles que tornam o destino de Amelie fabuloso! Fantasiosa, as cores e luminosidades do filme tornam tudo ainda mais encantador.

No final uma história de amor completa o enredo.

Quem não tem pensamentos absurdos? Quem não tem vontade de dar respostas esdrúxulas a quem merece? Quem não tem vontade de espiar na janela do vizinho?
Quem nunca deu uma de cupido?

Amelie interage com a câmera, extravasa suas tensões jogando pedras no canal San Martin...
Um filme positivo, com narrações ótimas e efeitos especiais que tornam o filme realmente especial!

O último cigarro - Henri-Pierre Jeudy


Li esse livro para a faculdade e fiz uma resenha.
Coloco aqui dizendo que gostaria de comentar ainda muito mais e não deu tempo na aula...

"Existir é estar no meio de uma gangorra entre a vida e a morte. Se elas estão se embalando, estamos pendendo, ora para cá, ora para lá.
No livro O Último Cigarro , o autor questiona de diversas maneiras como parar de fumar.
Atreladas a esta problemática, existem diversas questões filosóficas: como viver uma vida sem vícios, ou como abandonar algo prazeiroso por medo da morte, são algumas delas.
Dúvidas que permeiam um texto e frases curtas e algumas repetições, como se cada uma fosse uma tragada.
Segundo o autor, por trás da fumaça do cigarro existe um novo mundo. São momentos do dia ou da noite para curar a insônia, despertaras manhãs ou aliviar angústias. O cigarro que tira da inércia, não posso negar que me deixou com vontade.
Quando dissipa a fumaça das primeiras "baforadas", ou melhor, páginas, fica a relfexão sobre o que é a vida e o valor que ela tem frente às nossas vontades. Fica a dúvida de porque temos necessidades de rituais como, por exemplo, o do último cigarro.
Mesmo buscando diversas maneiras de acabar com o vício: hipnose, adesivos de nicotina, temporada no campo, o personagem resiste. Não se entrega ao falso sentimento de asco por algo que o faz sentir prazer. Argumenta dizendo que, se no passado as pessoas fumavam por influência das campanhas de Marlboro e não morriam tão facilmente, hoje a premissa é a mesma. O que prejudica o hábito de fumar seria a alimentação e a poluição das grandes cidades.
Muitas pessoas tem o hábito de arranjar argumentos para se convencer até das decisões ou atitudes erradas. Quando estamos no meio da gangorra entre a vida e a morte temos o poder de decidir, pelo menos por enquanto, para qual lado vamos pender."

sábado, 30 de agosto de 2008

Festa - Música - Dança

A música alta, tomando conta de todo ambiente é como se uma onda do mar empurrasse de um lado para outro.
É como se as borbulhas daquela espuma branca do mar estivesse por toda parte, e todo mundo estivesse na praia, num dia quente de verão.

Está certo que na praia as pessoas que fumam não interferem tanto na minha saúde quanto aquelas que fumam num lugar fechado...

Mas não importa, uma boa batida, um bom par... e qualquer lugar é lugar, para dançar, sacudir e dar risada.

O importante é dançar mesmo como se ninguém estivesse olhando, mas não tanto... hehehehe...
Tudo tem um limite e geralmente é onde o seu cotovelo não pega na costela de ninguém.
Se tem espaço suficiente para todo mundo se esparramar, bom.. então é outra história, pode se esparramar mesmo!

Mas tem coisa melhor? Pular, cantar errado, "embromation", errar a letra, inventar coreografias, pagar vale... ah, ainda vão inventar algo mais divertido, mas por enquanto...

Imagina, é só ter um som e se deixar levar... Rebola pra cá, rebola pra lá, mexe os braços, alonga tudo!!!!

Festa é muito bom, é uma boa terapia... Dançoterapia! Eu pratico!!!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O que torna um elogio importante?

A admiração que você tem por quem te elogia.
Pode ser que tu seja elogiada por alguém que ainda não conhece, e é claro que isso vai ser ótimo. O ego fica massageado mas não marca na alma.

Uma vez um cara no cursinho queria fazer medicina. O apelido dele era.. bom, deixa pra lá.. e ele só tirava 10 em matemática...
Eu sou um zero à esquerda em matemática... até hoje!
Admirava aquele cara. A gente se falava de vez em quando, tinhamos uns amigos em comum.
Um dia ele me pediu o caderno de geografia emprestado. Eu emprestei.
Voltou com um bilhete: "V É L M Q D M, V É L S. Se tu entender, me procura"
Putz, saquei na hora: Você é linda, letra do Caetano Veloso... Só as iniciais do refrão. E pra ajudar, a primeira frase diz Fonte de mel, nos olhos de gueixa"..
Me achei, saquei e fiquei na minha. Não falei nada.

Mil anos depois, apareceu o Fábio na minha vida, e com um simples olhar eu já sabia que algo forte ia acontecer entre nós - tá, parece frase de novela, mas é sério - e realmente está acontecendo.

Ele me elogiou com os olhos.

O cara do cursinho me entregou um pedaço de papel, foi frio. E meio medroso, até.

O Fábio marcou na alma.

Elogios só tem valor se vier de alguém que a gente tem admiração profunda, não a admiração da matemática...
Legal é fazer o teste de quem te admira de verdade: são aquelas pessoas que se importam com o teu elogio! Faz o teste, vê quem se comove...

Mexe com todo mundo, elogios sinceros fazem um mundo muito mais acolhedor!

To apostando nessa máxima, quem vem comigo?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Blog - Diário - Sinceridade - Mudanças...

Sempre pensei num Blog como um diário... Escrever sobre o meu cotidiano e o que aconteceu comigo, o que senti... Será que funciona? Vou tentar, não prometo todos os dias, mas acho que vou gostar de reler um dia, os dias mais ou menos.

Outro dia vou pegar o caderno da viagem para Paris (sim, nós escrevemos tudinho que fizemos, lá mesmo naquelas pontes maravilhosas!!!) e publicar tudo por aqui. Tem dicas boas...

Hoje o dia foi bem normal, apesar de eu concordar que de perto, ninguém é normal! Clichês a parte, acordei cedo, li um texto bacana sobre comunicação digital, internet e o cyberespaço.. Para aula do primeiro semestre que tava atrasada. Dormi no meio do caminho. hehehehe.. Acordei, um banho rápido, me arrumei. Almoço às 11h15 e rua! Esqueci de passar na Uffizi para pegar os VR... Cheguei no centro, trabalhei no meio da bagunça, pois estão nos mudando de sala.

Cheguei no assunto que eu queria mesmo falar... Como é difícil fazer algo que não queremos, como e complicado alguém decidir algo que muda a vida de muita gente... mesmo sem a gente querer.
Numa esfera maior, pensei no Bush e tudo que ele tem feito com o mundo... Numa esfera menor, me questiono quantas vidas eu já mudei??? Alguém já mudou por minha causa? Por causa do que eu quero?

Tomara que não, tomara que as coisas aconteçam naturalmente.... Sei que as vezes não é assim tão fácil, que temos dificuldades, limitações. Mas acredito tanto no poder de sedução das pessoas, acho que precisamos ser convencidos de que as coisas são melhores.....

Sem muita "puxação-de-saco", entende?!? Mas com sinceridade, com um pouco do humor do CQC de dizer as coisas na cara... Seria engraçado se não fosse triste..
Reflete: Se as pessoas não fossem tão dissimuladas, tão cínicas, a verdade não seria engraçada... Só é hilário pq não conseguimos mais dizer as coisas diretamente, na cara!

No fundo, no fundo, isso só acontece pq as pessoas não gostam de ser criticadas.
Ok, eu tb não gosto.
Então para as críticas pode pegar leve...

Mas, imagina que delícia as pessoas elogiando tua roupa, teu sorriso, teu jeito de ser, rindo das tuas piadas... Seria ótimo. Tenho certeza.

Daqui um pouco começa a aula aquela, do texto que eu terminei de ler hoje, vou ver o Fábio e me apaixonar por ele mais uma vez... É sempre assim, toda vez que a gente se vê.
Ele me larga em casa.... Como alguma coisa (ou não) e vou dormir...

Amanhã tenho que ir na Uffizi. Fazer o SUPERLIGADO de segunda de tarde... Já na sala nova.
Um novo tempo, uma nova etapa na CDL - eu espero!

domingo, 10 de agosto de 2008

O tempo e as jabuticabas

Rubem Alves

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos,normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.


MÃES MÁS

Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...".
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos, torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).
Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil".
Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata!
Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA!
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.

EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:
NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

Nossos próprios donos

O colunista Sydney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo a banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao
jornaleiro. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
"- Ele sempre te trata com tanta grosseria? "
"- Sim, infelizmente é sempre assim..."
"- E você é sempre tão polido e amigável com ele? "
"- Sim, sou."
"- Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você? "
"- Por que não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos 'próprios donos'. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam, nós é que transformamos os ambientes."

John Powell, S. J.

Filosofia de Vida

Um professor de Filosofia se levantou ante a classe e tinha alguns objetos à sua frente.
Quando a aula começou, silenciosamente ele apanhou um pote vazio e começou a encher de pedras, pedras de aproximadamente 2 cm de diâmetro.
Ele perguntou então aos estudantes se o pote estava cheio. Eles concordaram que estava. Assim, o professor apanhou uma caixa de pedrinhas, e as verteu no pote. Ele chacoalhou o pote ligeiramente. Os pedriscos, é claro, rolaram nos vãos entre as pedras.
Ele perguntou para os estudantes se o pote estava cheio. Eles concordaram que sim, estava. Os estudantes riram. O professor apanhou uma caixa de areia e verteu no pote. Claro que a areia encheu todo o resto.
"Agora", disse o professor, "Assim é a vida... As pedras são as coisas importantes: sua família, seu espírito, sua saúde e seus amigos! Coisas que se tudo mais fosse perdido e só eles tivessem permanecido, sua vida ainda estaria cheia. As pedrinhas são as outras coisas que importam como seu trabalho, sua casa, seu carro. A areia é tudo o mais: as coisas pequenas. Se você pusesse a areia primeiro, não haveria espaço para os outros objetos.

O mesmo acontece na vida. Se você gasta todo o tempo e energia nas coisas pequenas, você nunca terá espaço para as coisas que realmente importam.

Preste atenção às coisas que são fundamentais para sua felicidade.

Brinque com crianças. Arranje tempo para cuidar da saúde.

Dance, dance e dance.

Sempre haverá tempo para ir trabalhar, dar um jantar e arrumar o armário.

Cuide primeiro das pedras! As coisas que realmente importam.

Estabeleça suas prioridades.

O resto é só areia.

Maturidade

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não significam promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas nunca se importam...
E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiros amigos existem mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que os bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam.
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que a vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não deve se comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa aonde já se chegou, mas onde está indo...
Mas se você ainda não sabe para onde esta indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com o tipo de experiências que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você já celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isto não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás, portanto plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar...
Que realmente é forte...
E que pode ir muito mais longe depois de pensar que não pode mais.
E que realmente a vida tem valor, e que você tem valor diante da vida...

CRÔNICA DE AMOR

Conforme Roberto Freire... Ame e dê vexame!

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu você deu flores que ela deixou a seco, você levou para conhecer a sua mãe e ela foi de blusa transparente.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol;
Você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.
Então?
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele escuta Egberto Gismonti e Sivuca.
Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha.
Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga.
Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas.
Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes de Woody Allen, dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor.
É bonita.
Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.
Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu + você = dois apaixonados. Não funciona assim.
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estrelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido que por uma ficha limpa.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.
Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, ta assim, ó.
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é...

Roberto Freire

Coach Carter

"Nosso maior medo não é sermos inadequados.

Nossos maiores medos são os de sermos poderosos além da conta.

A nossa luz e não a nossa obscuridade que mais nos apavora.

Ser pequeno não serve ao mundo.

Não há nada de sábio em se encolher para que as outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.

Nós todos fomos feitos para brilhar como as crianças.

Não está apenas em alguns de nós, está em todos!

E na medida em que deixarmos nossa luz brilhar, nós, inconscientemente, damos às outras pessoas a permissão para fazer o mesmo, na medida em que nos libertamos do nosso medo.

Nossa presença, automaticamente, liberta os outros!"


(Trecho do filme Coach Carter)


Acredito que as pessoas seriam muito mais felizes se ousassem ser livres, se permitissem, desencanassem. Não por si, mas pelos outros... A partir do momento que deixamos nossa luz brilhar, todos podem fazer o mesmo.
Se todos tivessem noção da trasnformação que isso é capaz, a inveja já não faria sentido; o ciúme perderia a razão de ser...
Ninguém precisa controlar o outro. Cada um pode brilhar o mais que puder...

Uma vez ouvi que humildade não é se fazer menor para que os outros não se sintam mal... Mas sim, fazer o que se sabe dando o seu melhor. Assumindo suas características, dons e capacidades para dar o que tem de melhor para o mundo: isso é ser HUMILDE!

A mentalidade tá errada...
Vamos lá, incentive seu filho a brilhar, a sonhar, cobre atitudes sinceras, bons exemplos, gentilezas... São os detalhes que fazem a diferença!

Faça seus pais acreditarem! Entenderem...
Use seu poder de conciliação, de justiça, beleza, fraternidade.

Eu sei que as pessoas podem mais. E tento me aproximar delas e ao mesmo tempo que eu posso mais, fazer dos outros pessoas MELHORES!



sábado, 2 de agosto de 2008

Currículo comentado

Eu nasci em Porto Alegre, no dia 17 de outubro de 1982.
Tenho 25 anos, sendo que os dez primeiros vivi na Cefer I e os anos seguintes no Jardim Itu.
Fui pra várias creches mas a que lembro mesmo se chamava Sonho Meu. Lá conheci a Tia Maria, e meu sonho era conhecer a casa dela. Lá aprendi (aos 3, 4 e 5 anos) que cada um tem seu tempo. (Era um saco dormir depois do almoço, justo na hora que queria conversar com minhas novas amigas. Era um saco não querer comer salada de fruta e ter que comer... Eu e mais uns dois coleguinhas indignados eramos sempre os últimos a sair da mesa: SEM comer a salada de fruta!!!! Lá eu aprendi que ficar muito tempo com uma maçã na mão murcha é fica preta bem rápido. Aí que eu não comia mesmo!)
Mas a frescura é só em relação ao meu tempo, ao que eu quero fazer com ele. Como quase todas as frutas, mas continuo sem gostar de salada de frutas (é que sempre colocam banana, e eu não com banana de jeito nenhum!!!).
Frutas a parte, com 6 anos tive que sair da creche e entrei no Santa Inês. Depois do teste, ganhei um estojo de plástico, no formato de um lápis!
E foi uma época de muitos aprendizados... Como em todos os dias da minha vida.
O tal teste foi uma barbada, pq eu sempre fazia muitos exercícios com os livros do cachorro que meu pai me dava. (Tinha um cachorro na capa!)
E comecei a estudar............
Primeira série: profª Márcia. Ela tá lá até hoje! Bem querida, me recebeu muito bem, depois de anos, quando apareci por lá. Segunda série: profª Patrícia. Loira, cabelão, uma carinha doce, com covinhas, me lembro até hoje. Terceira série: profª Jaqueline. Cabelão com luzes, crespo, típico dos anos 80. Uma vez tentaram roubar um brincão que ela usava, rasgaram a orelha dela. Me lembro como se fosse hoje. A mãe tinha ciúmes!!! hihihhihihihiihi.......
Quarta série: profª Elisa. Sargentão. Os alunos tinham que, OBRIGATORIAMENTE, ir no quadro colocar suas respostas... Eu tinha verdadeiro pânico.. E não era a única, um dos Marcelos que era meu colega, sempre chorava na vez dele. Um dia ela me elogiou, disse que eu sabia usar a agenda, só pq eu marcava OK depois das tarefas realizadas... Não entendi mto bem o que tinha de tão especial, mas se ela dizia que era bom, todo mundo concordava!
Quinta série em diante: nova etapa. Eram vários professores. Um para cada matéria...
Engraçado, me lembro de poucos... e não tenho certeza da série...
Profª Mirna de geografia, profª Leila de português - e as incríveis histórias do Bonifácio, profª Adriane - português e a regente era a Irmã Ivone. Profº Joaõ Paulo de filosofia, e o profº Leiria de matemática - abominável homem dos números, Hitler - O Retorno, e por aí vai. Rodei com ele no segundo ano.
No meio do caminho, com 14 anos conheci a Aline, uma amiga do bairro que me falou sobre o CLJ, um encontro de jovens na igreja, que a prima dela participava.
Lá fui eu, em 1998, participei de um retiro de 3 dias, que mudou muita coisa em mim, tinha encontrado uma espiritualidade que não sabia que existia, e que eu não sabia que era tão bom. Vivi o 265º CLJ 1. Depois veio o 38º CLJ 2 e o 20º CLJ 3. No três eu já estava com 20 anos... Foi uma época de muitas festas, reencontros, serenatas, retiros e novos amigos no caminho. Muitas palestras, orações, músicas, missas e apresentações, dinâmicas de grupo para unir a galera... Muitas idéias colocadas em prática. Fazia o jornalzinho do grupo da São Vicente de Paulo de Porto Alegre, e era demais!
Saí do Santa Inês e fiz parte da primeira turma de Terceirão (cursinho + 3º ano) do Unificado. Da Protásio Alves para Alberto Bins.
Primeira vez que eu cresci de verdade, na marra. Que sofrimento... Eu sei, colhi o que plantei, mas não tinha certeza de nada... Não estudei e me ralei, simples assim.
Terminei o terceiro ano com 17 anos (no Unificado tinha dependência), e na metade do ano 2000 estava entrando no curso de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda da PUCRS.
Me formei em 2004. Sexta-feira 13 de agosto, de 2004. Nunca mais vou esquecer...
Quatro anos especiais que a cada segundo me sentia mais mulher, sem saber direito porque.
Conheci muitos amigos, tive muitos colegas, os primeiros conflitos, primeiro namorado, primeira vez, e passei ilesa pela famecos sem provar o famoso "baseado". Alegria da gurizada, terror dos pais. Pra mim, que estava cada vez mais vaidosa era uma afronta... O cheiro era horrível!!!! E olha que não foi por falta de oportunidade! Foi por falta de vontade mesmo... E por uma explicação que ouvi certa vez, numa palestra sobre comunhão.
O palestrante dizia que nosso corpo é um sacrário vivo. Um templo, onde o Senhor deposita todo seu amor, através da hóstia. Não podemos violar esse templo com drogas, com algo que nos prejudique ou faça sofrer. Por isso temos que demonstrar honra, respeito e admiração pela obra de Deus. A partir disso, me respeitei muito mais, meu estilo, no meu comportamento, e o melhor: ninguém nunca me chamou de careta! Que é o medo de todos os adolescentes, ser descriminado por ser diferente... Bom, eu achei um GRUPO diferente; e aí deu certo!
No penúltimo ano de faculdade consegui um estágio na FAMECOS, não deu certo. Era pra trabalhar com criação... e eu sou canhota! Não tenho jeito com isso!!! Consegui um estágio no Moinhos, para trabalhar com o Marketing.. Ai, ai... O marketing me fez trabalhar no fraldário, no atendimento ao público com o Cartão Inteligente, mas no marketing mesmo... Trabalhava uma menina que fazia turismo eu acho... Sim, e eu tinha uma colega que fazia Educação Física! Tudo a ver....
Mas valeu, lá eu conheci duas psicólogas, muito queridas que mudaram meu rumo, me apresentando para uma jornalista, que tem uma assessoria de imprensa onde trabalhei por 2 anos.
Em 2005 voltei para a FAMECOS, e comecei a fazer Jornalismo. Muito mais focada, muito mais atenta e mesmo assim, rodei em Leituras em Jornalismo, com o Hohlfeldt.
Valeu de novo, na segunda vez, passei com 9.5!
Fazendo jornalismo trabalhei na Embrace - Marketing e Relacionamento, trabalhei na Martha Becker, depois na UNITV e atualmente com a Uffizi na CDL...
Nos próximos posts eu conto das festas, das roupas, da família, dos amores! Histórias Incríveis!

Abraço,

até.

Não corra atrás das borboletas, cuide de seu jardim, e elas vêm naturalmente

Aprendi que se aprende errando

Aprendi que se aprende errando

Que crescer não significa fazer aniversário

Que o silêncio a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem

Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro

Que amigos a gente conquista mostrando o que somos

Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim

Que a maldade se esconde atrás de uma bela face

Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela

Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada

Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida

Que amar significa se dar por inteiro

Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos

Que se pode conversar com estrelas

Que se pode viajar além do infinito

Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde

Que dar um carinho também faz...

Que sonhar preciso

Que se deve ser criança a vida toda

Que nosso ser é livre

Que Deus não proíbe nada em nome do amor

Que o julgamento alheio não é importante

Que o que realmente importa é a Paz interior

E finalmente, aprendi que não se pode morrer, pra se aprender a viver...

Eu


Esse blog foi criado para falar de mim, falar nas pessoas próximas, distantes, que fazem parte do meu caminho... Que me ajudam a construir tudo que eu sou hoje.

Será que postagens em um blog mostram exatamente o que sou?!? Óbvio que não.
Somos muitos em apenas um.
Muitos sentimentos em apenas um coração.
Muitos sorrisos, depende da ocasião.

"...Variações do mesmo tema, sem sair do tom..."

Seja bem vindo, se não gostar não tem problema, a vida ensina que nem sempre as coisas acontecem do jeito que a gente queria.

Blog da Mel, Diário, Agenda, Bíblia e Glossário. Tudo junto e tudo separado.
Pode ser Atlas, pode ser Cartilha, pode ser Receita, ou simplesmente Passatempo!!!

Divirta-se.