domingo, 31 de agosto de 2008

O último cigarro - Henri-Pierre Jeudy


Li esse livro para a faculdade e fiz uma resenha.
Coloco aqui dizendo que gostaria de comentar ainda muito mais e não deu tempo na aula...

"Existir é estar no meio de uma gangorra entre a vida e a morte. Se elas estão se embalando, estamos pendendo, ora para cá, ora para lá.
No livro O Último Cigarro , o autor questiona de diversas maneiras como parar de fumar.
Atreladas a esta problemática, existem diversas questões filosóficas: como viver uma vida sem vícios, ou como abandonar algo prazeiroso por medo da morte, são algumas delas.
Dúvidas que permeiam um texto e frases curtas e algumas repetições, como se cada uma fosse uma tragada.
Segundo o autor, por trás da fumaça do cigarro existe um novo mundo. São momentos do dia ou da noite para curar a insônia, despertaras manhãs ou aliviar angústias. O cigarro que tira da inércia, não posso negar que me deixou com vontade.
Quando dissipa a fumaça das primeiras "baforadas", ou melhor, páginas, fica a relfexão sobre o que é a vida e o valor que ela tem frente às nossas vontades. Fica a dúvida de porque temos necessidades de rituais como, por exemplo, o do último cigarro.
Mesmo buscando diversas maneiras de acabar com o vício: hipnose, adesivos de nicotina, temporada no campo, o personagem resiste. Não se entrega ao falso sentimento de asco por algo que o faz sentir prazer. Argumenta dizendo que, se no passado as pessoas fumavam por influência das campanhas de Marlboro e não morriam tão facilmente, hoje a premissa é a mesma. O que prejudica o hábito de fumar seria a alimentação e a poluição das grandes cidades.
Muitas pessoas tem o hábito de arranjar argumentos para se convencer até das decisões ou atitudes erradas. Quando estamos no meio da gangorra entre a vida e a morte temos o poder de decidir, pelo menos por enquanto, para qual lado vamos pender."

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