sábado, 2 de agosto de 2008

Currículo comentado

Eu nasci em Porto Alegre, no dia 17 de outubro de 1982.
Tenho 25 anos, sendo que os dez primeiros vivi na Cefer I e os anos seguintes no Jardim Itu.
Fui pra várias creches mas a que lembro mesmo se chamava Sonho Meu. Lá conheci a Tia Maria, e meu sonho era conhecer a casa dela. Lá aprendi (aos 3, 4 e 5 anos) que cada um tem seu tempo. (Era um saco dormir depois do almoço, justo na hora que queria conversar com minhas novas amigas. Era um saco não querer comer salada de fruta e ter que comer... Eu e mais uns dois coleguinhas indignados eramos sempre os últimos a sair da mesa: SEM comer a salada de fruta!!!! Lá eu aprendi que ficar muito tempo com uma maçã na mão murcha é fica preta bem rápido. Aí que eu não comia mesmo!)
Mas a frescura é só em relação ao meu tempo, ao que eu quero fazer com ele. Como quase todas as frutas, mas continuo sem gostar de salada de frutas (é que sempre colocam banana, e eu não com banana de jeito nenhum!!!).
Frutas a parte, com 6 anos tive que sair da creche e entrei no Santa Inês. Depois do teste, ganhei um estojo de plástico, no formato de um lápis!
E foi uma época de muitos aprendizados... Como em todos os dias da minha vida.
O tal teste foi uma barbada, pq eu sempre fazia muitos exercícios com os livros do cachorro que meu pai me dava. (Tinha um cachorro na capa!)
E comecei a estudar............
Primeira série: profª Márcia. Ela tá lá até hoje! Bem querida, me recebeu muito bem, depois de anos, quando apareci por lá. Segunda série: profª Patrícia. Loira, cabelão, uma carinha doce, com covinhas, me lembro até hoje. Terceira série: profª Jaqueline. Cabelão com luzes, crespo, típico dos anos 80. Uma vez tentaram roubar um brincão que ela usava, rasgaram a orelha dela. Me lembro como se fosse hoje. A mãe tinha ciúmes!!! hihihhihihihiihi.......
Quarta série: profª Elisa. Sargentão. Os alunos tinham que, OBRIGATORIAMENTE, ir no quadro colocar suas respostas... Eu tinha verdadeiro pânico.. E não era a única, um dos Marcelos que era meu colega, sempre chorava na vez dele. Um dia ela me elogiou, disse que eu sabia usar a agenda, só pq eu marcava OK depois das tarefas realizadas... Não entendi mto bem o que tinha de tão especial, mas se ela dizia que era bom, todo mundo concordava!
Quinta série em diante: nova etapa. Eram vários professores. Um para cada matéria...
Engraçado, me lembro de poucos... e não tenho certeza da série...
Profª Mirna de geografia, profª Leila de português - e as incríveis histórias do Bonifácio, profª Adriane - português e a regente era a Irmã Ivone. Profº Joaõ Paulo de filosofia, e o profº Leiria de matemática - abominável homem dos números, Hitler - O Retorno, e por aí vai. Rodei com ele no segundo ano.
No meio do caminho, com 14 anos conheci a Aline, uma amiga do bairro que me falou sobre o CLJ, um encontro de jovens na igreja, que a prima dela participava.
Lá fui eu, em 1998, participei de um retiro de 3 dias, que mudou muita coisa em mim, tinha encontrado uma espiritualidade que não sabia que existia, e que eu não sabia que era tão bom. Vivi o 265º CLJ 1. Depois veio o 38º CLJ 2 e o 20º CLJ 3. No três eu já estava com 20 anos... Foi uma época de muitas festas, reencontros, serenatas, retiros e novos amigos no caminho. Muitas palestras, orações, músicas, missas e apresentações, dinâmicas de grupo para unir a galera... Muitas idéias colocadas em prática. Fazia o jornalzinho do grupo da São Vicente de Paulo de Porto Alegre, e era demais!
Saí do Santa Inês e fiz parte da primeira turma de Terceirão (cursinho + 3º ano) do Unificado. Da Protásio Alves para Alberto Bins.
Primeira vez que eu cresci de verdade, na marra. Que sofrimento... Eu sei, colhi o que plantei, mas não tinha certeza de nada... Não estudei e me ralei, simples assim.
Terminei o terceiro ano com 17 anos (no Unificado tinha dependência), e na metade do ano 2000 estava entrando no curso de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda da PUCRS.
Me formei em 2004. Sexta-feira 13 de agosto, de 2004. Nunca mais vou esquecer...
Quatro anos especiais que a cada segundo me sentia mais mulher, sem saber direito porque.
Conheci muitos amigos, tive muitos colegas, os primeiros conflitos, primeiro namorado, primeira vez, e passei ilesa pela famecos sem provar o famoso "baseado". Alegria da gurizada, terror dos pais. Pra mim, que estava cada vez mais vaidosa era uma afronta... O cheiro era horrível!!!! E olha que não foi por falta de oportunidade! Foi por falta de vontade mesmo... E por uma explicação que ouvi certa vez, numa palestra sobre comunhão.
O palestrante dizia que nosso corpo é um sacrário vivo. Um templo, onde o Senhor deposita todo seu amor, através da hóstia. Não podemos violar esse templo com drogas, com algo que nos prejudique ou faça sofrer. Por isso temos que demonstrar honra, respeito e admiração pela obra de Deus. A partir disso, me respeitei muito mais, meu estilo, no meu comportamento, e o melhor: ninguém nunca me chamou de careta! Que é o medo de todos os adolescentes, ser descriminado por ser diferente... Bom, eu achei um GRUPO diferente; e aí deu certo!
No penúltimo ano de faculdade consegui um estágio na FAMECOS, não deu certo. Era pra trabalhar com criação... e eu sou canhota! Não tenho jeito com isso!!! Consegui um estágio no Moinhos, para trabalhar com o Marketing.. Ai, ai... O marketing me fez trabalhar no fraldário, no atendimento ao público com o Cartão Inteligente, mas no marketing mesmo... Trabalhava uma menina que fazia turismo eu acho... Sim, e eu tinha uma colega que fazia Educação Física! Tudo a ver....
Mas valeu, lá eu conheci duas psicólogas, muito queridas que mudaram meu rumo, me apresentando para uma jornalista, que tem uma assessoria de imprensa onde trabalhei por 2 anos.
Em 2005 voltei para a FAMECOS, e comecei a fazer Jornalismo. Muito mais focada, muito mais atenta e mesmo assim, rodei em Leituras em Jornalismo, com o Hohlfeldt.
Valeu de novo, na segunda vez, passei com 9.5!
Fazendo jornalismo trabalhei na Embrace - Marketing e Relacionamento, trabalhei na Martha Becker, depois na UNITV e atualmente com a Uffizi na CDL...
Nos próximos posts eu conto das festas, das roupas, da família, dos amores! Histórias Incríveis!

Abraço,

até.

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